sexta-feira, dezembro 22, 2006

Ainda a viagem de instrução do curso

Uma vez que o amigo Pinho me incentivou à publicação de mais contributos fotográficos sobre o tema em epígrafe, não resisto ao envio de mais três registos significativos. O primeiro deles refere - se a uma actividade cultural, podendo - se observar o ar absolutamente deliciado e pleno de felicidade do Pinho e do Anaia olhando com imenso carinho os "objectos culturais"em exposição... o segundo mostra - nos um conjunto de "artistas"a trabalharem para o "bronze"... e por último aparece - nos um pôr de sol magnífico só possível de apreciar por quem tem o privilégio de navegar ou de já ter navegado!
E pronto meus amigos, dou por encerrada a minha sessão pois esgotei as minhas reservas de fotos sobre o tema.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Ponto em comum: SEXagenários

Este 25 de Dezembro de 2006 será uma data histórica para o nosso curso que certamente não lhes passou pela cabeça.
A partir desta data e temporariamente todos os elementos do CR serão sexagenários*.
E porquê nesta data? Porque o camarada HSFonseca, ainda cinquentão, nascido a 25DEZ1946, será assim nessa data o último a entrar nessa nova categoria.
Os nossos parabens antecipados.
*Esperemos que sem a carga negativa que o termo carrega: sexagenário em contramão na IC2; atropelado sexagenário na rua da Cedofeita; sexagenário assaltado por dois meliantes.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Ainda a viagem na "Sagres" (2)

A proposito das fotos do Sá e nomeadamente a de cariz menos profano relembro que os elementos do presépio são :
Sueco - de cócoras em atitude de adoração.
Anaia - igualmente de cócoras com flores nas orelhas.
Valadas - nas palhinhas deitado.
Bilreiro (paz à sua alma) - fazendo de burro.
Pinho - rei mago a cavalo do burro.
Passe a eventual heresia, na altura teve piada, para quem participou e para alguns que viram. A cena levou escassos minutos a montar e antes que chegasse o então 1º Ten. R.Paulo deu-se volta ao teatro. E já lá vão mais de 45 anos. As brincadeiras e a irreverência são uma imagem e marca do nosso curso e por mim, com muita saudade as recordo.

Boa Sá. Manda mais.

Ainda a viagem na "Sagres"

Meus caros, na sequência do assunto em epígrafe e depois de apuradas buscas, consegui reunir mais alguns registos visuais e históricos respeitantes ao evento. Como fàcilmente se depreende, pela observação do conjunto fotográfico em anexo, para além dos " trabalhos forçados" a que fomos submetidos houve também lugar para o lazer e até para "actividades teatrais" tais como a encenação duma famosa cena da história religiosa...


sexta-feira, dezembro 15, 2006

EVENTOS DO CURSO - Apoiado

Foi um sucesso, que já vai longínquo (Maio.2003), a visita a uma adega da Bairrada organizada pelo nosso camarada SP, que reuniu um razoável número de elementos do Curso, acompanhados pelas respectivas consortes.
É de apoiar a repetição de eventos culturais como este, pelo que nos vamos mobilizar para isso. Parece-me que Março seria uma boa altura para nova iniciativa.
Seguem algumas fotos que recordam essa confraternização.

O confrade SP explica, perante uma assistência interessada, as várias técnicas de enfiar a rolha na garrafa.

Durante o almoço, uma acesa troca de pontos de vista, entre SP e RD, sobre os diversos tipos e dimensões de rolhas, sob o olhar atento e conhecedor do CR.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

EVENTOS DO CURSO

Curso Miguel Corte Real
Caros camaradas

Alguns de vós decerto que se recordam de uma visita que fizemos a uma adega na Bairrada julgo que em 2003.
Tanto quanto me apercebi o evento em questão foi do agrado geral e para alem do que se aprendeu em matéria de enologia serviu acima de tudo para nos juntarmos com as nossas familias.
Ora, para o ano próximo (2007) completamos 40 anos da nossa promoção a GM`s e , julgo eu , deveriamos assinalar a efeméride com algumas realizações mais relevantes.
Quanto à minha disponibilidade para colaborar , ela é total , e desde já avanço com o propósito de organizar um almoço com visita das instalações de um produtor vinicola da peninsula de Setubal de elevadissima qualidade e prestigio.
Em principio escolheriamos o mês de Março por me parecer o mais adequado para o efeito.
Esta é a minha contribuição.
AVANCEMOS.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Milionários no éter.

Não é um número de ouro mas é um princípio!
Ultrapassámos em 12 de Dezembro os 1000 visitantes.
Confesso que me esforcei e contribuí com uma quota-parte.
Éter - Meio hipotético que enche todo o espaço e no qual se transmitem as ondas electromagnéticas. (Grande Dicionário da Língua Portuguesa - Coordenação João Pedro Machado)

sexta-feira, dezembro 08, 2006

1,6180339887... - O Número de Ouro


Desde a Antiguidade que este número exerce grande fascínio sobre os homens e sobretudo sobre os artistas, sendo considerado como uma estética proporção entre dois segmentos ou duas medidas.
Assim, se considerarmos um segmento de recta AB, a Proporção ou Razão de Ouro obtém-se intersectando o segmento num ponto C, de modo a que resultem dois segmentos cuja proporção entre o segmento maior AC e o segmento menor CB seja igual à proporção entre o segmento inicial AB e o segmento maior AC.Após cálculos que nos abstemos de desenvolver no quadro junto, obtem-se assim uma dízima infinita que, com dez casas decimais, tem o valor de 1,6180339887… e à qual se atribuiu a designação de Phi, que é a letra grega inicial de Fídias, o escultor e arquitecto encarregado da construção do Parthenon, em Atenas.

Neste belo edifício, que resistiu parcialmente ao desgaste do tempo, são notadas inúmeras presenças da Razão de Ouro, como na planta do edifício e na distância entre colunas, na sua compartimentação interna e na sua fachada principal, cuja relação largura/altura obedece ao número de ouro - é o chamado Rectângulo de Ouro (como curiosidade, procurámos que todos os desenhos deste post se apresentassem sob a forma de rectângulos de ouro).
Há quem reconheça também nas pirâmides do Egipto, proporções que se aproximam com a Razão de Ouro, a qual aparece, por exemplo, na proporção entre a altura e os lados da base, e também nas câmaras internas.
Mas não é apenas na arquitectura antiga que o número de ouro aparece.

Também já no século XX, Le Corbusier construiu uma tabela para uso na arquitectura, o MODULOR, que foi baseada no nº de ouro, e que tomava como base três medidas aproximadas, 43cm, 70cm e 113cm, onde 43+70=113 e cuja razão é o Número de Ouro.
A Tabela Modulor era constituída pelos números:
4 – 6 – 10 – 16 – 27 – 43 – 70 – 113 – 183 – 296
A altura do corpo humano correspondia a 183cm, a distância do solo ao umbigo 113cm, a altura do joelho 43cm, etc.
Le Corbusier tomava como base esta Tabela do dimensionamento humano para o estudo de edifícios, de mobiliário, utensílios, etc.

Frequentemente utilizado nas pinturas renascentistas, este número está intimamente envolvido com a natureza do crescimento.Encontra-se no mundo animal, como por exemplo na concha do Nautilus, na relação de machos e fêmeas nas colmeias, na trajectória de vôo de algumas aves, em flores e em galáxias, e num tão grande número de situações na Natureza que esta parece também fascinada pelo Número de Ouro, que pelo facto de poder ser obtido através de desenvolvimento matemático o torna ainda mais fascinante.

Presente no corpo humano, manifesta-se por exemplo no campo de visão dos dois olhos, que se alarga na proporção de um rectângulo de ouro. Aparelhos de TV têm aproximadamente a relação áurea entre a largura e a altura (vá, amigo leitor, meça as dimensões do écran do seu televisor lá em casa… Se não obedecer ao rectângulo de ouro, é melhor trocá-lo por outro com melhor qualidade…).
Leonardo Da Vinci também utilizou a Razão de Ouro para alguns dos seus mais famosos estudos. Mona Lisa, uma das suas mais famosas obras, revela a razão áurea em vários pontos como nas relações entre seu corpo e cabeça, e em elementos do rosto.

O número de Ouro está presente assim nas mais variadas situações, tais como na natureza, na arquitectura, na arte, no corpo humano e no universo.
Até no CR !!!
Recordam-se daquela nota que um camarada nosso, de que não ouso revelar o nome, obteve no exame final de Mecânica Racional, e que provocou profunda consternação em todo o Curso ?

Pois é !
Afinal, tratava-se do famoso NÚMERO DE OURO !!!

sábado, dezembro 02, 2006

Uma experiência traumatizante

Segue um texto, por mim publicado no blog do O.C. e por sugestão de elementos pertencentes àquele blog, cuja transcrição me parece ser também do interesse do nosso blog:
Caros camaradas, não posso deixar de partilhar convosco uma experiência traumatizante que se passou comigo e que envolveu agentes responsáveis pela (des)justiça deste cada vez mais surpreendente país, pois nostra bem o nível dos ditos agentes...razão tinha o Sadam Hussein quando clamava de viva voz que queria ser julgado pelos tribunais portugueses únicos tribunais que, no seu entender, davam garantias de isenção e de aplicação correcta da justiça apresentando como exemplo o julgamento dos casos "Casa Pia", fundos da C.E.E. para a formação, ponte de Entre-os-Rios, etc. e tal. Fui convocado para comparecer no tribunal da Boa - Hora, em 29 de Novembro de 2006, a fim de ser ouvido como testemunha num processo em que era arguido um sargento de marinha; curiosamente, tratava - se de um processo originado por participação por mim efectuada, em meados de 98, pelo facto de ter sido detectado um desvio de dinheiros da unidade onde então prestava serviço, processo esse que eu julgava que já tinha sido julgado há cerca de 4 anos pois fora também chamado a depôr como testemunha naquela altura.Não vos querendo maçar com mais detalhes passo então a contar os factos surrealistas que me traumatizaram:- Fui a primeira testemunha a ser chamada e depois de ter sido interrogado pela procuradora e pelo juiz, seguiu-se o interrogatório do advogado de defesa com a velha macacada de "Então qual é o seu posto?" a que se seguiu a resposta de "Capitão de mar e Guerra" e de novo o advogado "Então diga lá senhor capitão sobre este assunto..." tendo eu interrompido a conversa com a correcção de "capitão de mar e guerra se faz favor" a que seguiram pedidos de desculpa por parte do advogado dizendo que não estava familiarizado com os termos, dando - me quase vontade para lhe responder "pois é senhor escrivão, também eu não estou familiarizado com os termos da justiça"... enfim, terminado o interrogatório o juiz disse que não precisava mais nada de mim mas que me mantivesse na sala , sentado na zona sos assistentes.- Seguiu - se a audição da 2ª testemunha, que era um sargento de marinha, e foi durante o interrogatório desta testemunha que se deu a tal cena traumatizante e da qual foi protagonista o juiz. A dada altura, durante o interrogatório feito pelo juiz, este pergunta à testemunha: "Nós sabemos que há bares e messes nas undades militares pelo que gostaria que me respondesse se se podia beber sem restrições na unidade" ( este sargento tinha sido designado na altura para substituir na unidade o sargento arguido do processo e a teoria do advogado de defesa era que o arguido era um alcoólico inveterado o que justificaria a sua acção pois o seu alcoolismo teria sido adquirido no seio das unidades por onde passara, devido ao fácil acesso dos militares às bebidas alcoólicas...) a esta pergunta do juiz a testemunha disse que "o normal era os bares abrirem às horas das refeições" ao que o juiz insistiu no tema, desta feita perguntando "então diga - me lá quanto é que custa, por exemplo, um copo de Whisky nos vossos bares" respondendo a testemunha que "não sabia pois não costumava beber Whisky" e o juiz insistiu "e um copo de vinho?"ao que a testemunha respondeu de novo que "não sabia pois não costumava beber e é então que o "senhor" juiz tem esta tirada magnífica "mas sabemos nós que é um valor muito baixo pois nós sabemos que as bebidas a preços baixos faz parte dos tais privilégios das forças armadas e dos quais eles não gostam que a gente fale".
E com esta me fico e desejo um bom resto de dia para todos vós.

Viagens: NE "SAGRES" 1965. Açores: Ilha das Flores (I)


Ao vasculhar o gavetão onde estão amontoadas, peç0 desculpa mas eu queria dizer "devidamente arquivadas", fotografias correspondentes às diversas fases da vida, encontrei as "lindas" fotos que junto em anexo e que dizem respeito à nossa estadia nos Açores durante a viagem em epígrafe. Como se pode constatar o tempo da estadia foi bem empregue e houve a oportunidade única de testar os dotes tauromáticos da malta, a avaliar por estas duas demonstrações de tentativas de pega(uma de cernelha e a outra nìtidamente de caras) e, reparem só na "soupless" e elegância do cabo de forcados...!!

quinta-feira, novembro 30, 2006

Curso Geral Naval de Guerra. 1978/79


Muitos elementos do CR reencontraram-se no Curso Geral Naval de Guerra (CGNG).
Estes cursos, que tinham sido suspensos a seguir ao 25 de Abril de 1974 (ficando vários oficiais subalternos dispensados da sua frequência), foram retomados em 1977, com vários elementos do CR nesse primeiro curso.
Um segundo CGNG, reestruturado, teve lugar em 1978/1979, com a maior duração jamais verificada, cerca de 10 meses, que contemplava inclusive duas manhãs para a prática de educação física.


Neste segundo CGNG, houve uma forte participação do CR como a foto ilustra: Alves d’Almeida, Arménio Fidalgo, Sousa Henriques, Santos Jorge Bonina Moreno, Sanches Oliveira, Marques de Sá, Caldeira Santos, Rocha da Silva, Medeiros de Sousa, Paes de Villas-Boas, e … Castro e Silva (falta na foto - desaparecido nos trabalhos de grupo).

O curso seguinte, registado nos sismógrafos da Junqueira, já não teve a mesma estrutura e duração: tudo visto e ponderado, como sempre, foi imediatamente reduzido a cerca de metade do tempo.

sábado, novembro 25, 2006

citações

«A velhice não se lamenta, saboreia-se»
Pedro Muiambo (escritor moçambicano), «A enfermeira da bata negra»
"A reserva/reforma não se lamentam,saboreiam-se"
F.Carvalho

sexta-feira, novembro 24, 2006

Jantares de Curso. 1987

Para recordar nos jantares de Curso CR (que deviam ser almoços! ).

Cumprem-se agora 19 anos anos deste jantar realizado em Benfica:
Ainda presentes o Rocha da Silva, o "Chico" Pina e o Luís Bilreiro.
Um dia histórico a assinalar pela presença do B_V.
No canto superior direito um seleccionável para o basquetebol (2,10 ou 2,16 m?), com barbas mas pretas.

quarta-feira, novembro 22, 2006

As mais belas barbas do CR


A Barba, segundo a Enciclopédia, é o cabelo que cresce na barbicha, nas faces e na frente do pescoço do homem.
Ao longo da história e de diferentes culturas do mundo, aos homens com barba têm sido atribuídas sabedoria, potência sexual e status social. Também é verdade que se lhes reconhecia muita falta de higiene e de refinamento, sendo mais digna de excêntricos.
Nalgumas religiões, quem tem barba é considerado pessoa importante.
É o que acontece precisamente no CR.
Revelamos aqui, em todo o seu esplendor estético, algumas das vetustas barbichas que enfeitam alguns camaradas cuja identidade não quiseram revelar, de modo a que a atenção dos observadores se concentre apenas nos seus belos apêndices capilares.
Pretende-se assim, numa votação totalmente isenta, eleger os mais belos exemplares de barbas do CR.
Será depois atribuído ao vencedor um valioso prémio – direito a serviços gratuitos na conhecida barbearia “A Brilhantina das Avenidas” durante UM ANO !!!
Vamos então votar?

terça-feira, novembro 21, 2006

Viagens: NE "SAGRES" 1965. Funchal (1)


A primeira escala da viagem, depois da partida de Lisboa, foi o Porto do Funchal.

Se bem me lembro...
um momento saliente foi, por ocasião das visitas de cumprimentos a bordo, a do Sr. Governador Civil que honrou o grupo de cadetes de serviço com um húmido e muito recordado aperto de mão.

Na foto um aspecto da formatura de cadetes do CR - todos sem barbas nem bigodes, que não eram autorizados -, com o navio atracado em frente da cidade.

domingo, novembro 19, 2006

Jantar do "CR"

O convívio faz parte do património do" CR". Jantar mensal no Clube Militar Naval. Segundas 5ªFeiras de cada mês.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Vida na Escola Naval. Camaratas (1)

Com uma vida bastante intensa de aulas, estudo e práticas físicas, era natural que nos períodos mais ociosos e em datas marcantes alguns cadetes se dedicassem a actividades de grande desgaste intelectual e fortemente contributivas para o PIB do Alfeite.

Se bem me lembro…,

este instantâneo foi colhido na véspera da partida para o embarque na Sagres, mostrando os jovens S_J, C_C, R_L, E_V e C_F altamente preocupados com o reordenamento do equipamento escolar do internato e com os testes à qualidade ISO do fardamento (observe-se a diferença das gravatas após lavagens, respectivamente, a 40º e 65º C).

segunda-feira, novembro 06, 2006

Vida na Escola Naval. O Faustino


Quem não se recorda do Faustino?

Aqui em plena sesta, tendo à sua esquerda um sapato dum cadete, símbolo da sua actividade na EN que tão bem desempenhava e que todos pagávamos mensalmente.

Quem seria o cadete que nesse dia o acompanhava em introspecção, mas deitado? Respostas só em carta fechada, ao Conselho do Almirantado.

domingo, novembro 05, 2006

Viagens: NE "SAGRES" 1965


Se bem me lembro...
  • Os maços de tabaco ainda não traziam o aviso do "fumar mata" e, talvez por o ignorarem, muitos começaram a fumar na viagem. Na foto quatro a fumar, dois dos quais (número difícil) sem mãos.
  • Verificou-se entre os cadetes uma grande profusão de máquinas fotográficas que talvez por aí permitam datar esta fotografia.
  • As sandálias, de que vemos pelo menos quatro utilizadores, eram artigo de uniforme permitido apenas a bordo. A sua aquisição era obrigatória ou facultativa?
  • Um dos fotografados ainda não imaginava que viria a ser atirador olimpico de pistola.

sábado, novembro 04, 2006

Batalha do Riachuelo (4)

No desfile comemorativo do centenário da Batalha do Riachuelo, a Bandeira Nacional integrou a representação portuguesa constituída por um oficial e cadetes da EN embarcados na Sagres.

Porta-bandeira: Calhau Feitoria;
Escolta à bandeira: Silva da Fonseca, Serras Simões e Medeiros de Sousa.

Nessa fase do curso já só um açoreano presente, em época em que ainda não estava no horizonte a constituição da respectiva Região Autónoma!

quarta-feira, novembro 01, 2006

Viagens: NE "SAGRES" 1965. Baldeação



A Marinha de Guerra Portuguesa teve sempre, felizmente, uma boa tradição de higiene e limpeza.
Nesta linha, os cadetes do CR, futuros oficiais e chefes, aprenderam e praticaram, na primeira parte da viagem, como se fazia uma boa baldeação com saponária e todos os condimentos.
Aqui vemos, em tronco nu, o Zé Viegas, que na altura nem lhe passava pela cabeça que viria a ser o Comandante do Corpo de Fuzileiros, o Luís Bilreiro que lá de cima não pode participar neste “blog” e o Aniceto Pascoal há muito ausente dos convívios do Curso.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Comemorações doutros Cursos: Curso Pedro Nunes

Em boa hora A Voz da Abita www.avozdaabita.blogspot.com nos vai dando notícias doutros cursos que (ainda) não se matricularam na blogosfera, mostrando também recordações e documentos que fazem um pouco a história da Marinha.
Deu-nos recentemente conta de que este mês, em 10 de Outubro, se realizou a comemoração dos 50 anos de entrada na EN do Curso Pedro Nunes, a que associaram antigos mestres, em número próximo dos sobreviventes.
Associando-nos aos camaradas do Curso Pedro Nunes (com quem não andámos na EN, mas com muitos dos quais servimos ao longo das nossas variadas carreiras) pela significativa data que comemoram, daqui lhes enviando os nossos votos de longa e boa vida, saudações navais e um abraço.

domingo, outubro 22, 2006

Viagens: NE "Sagres" 1965. Cabo Verde (III)

No Mindelo ainda sem relva, mas já não a preto-e-branco. E mesmo sem treinador, a equipa de futebol de 11 do CR aparece aqui reforçada com o boné do guarda-redes e dois elementos que não constavam na foto anterior, por troca com Pereira Bento.
Um em cada fila: a contar da esquerda, em baixo o 4º e em cima o 2º que também era na altura internacional de raguebi, respectivamente Cardoso Anaia e Pedro Lencastre.

segunda-feira, outubro 16, 2006

A Pedra de Dighton

A Pedra de Dighton é um bloco de rocha cuja superfície, na face voltada para cima, está recoberta de inscrições, muito erodidas, cuja origem tem alimentado uma polémica secular. Originalmente a pedra estava localizada dentro de água no estuário do rio Taunton, em Berkley, Massachusetts (em tempos parte da vila de Dighton, daí o nome da rocha). Para evitar os danos provocados pelo vandalismo, pela erosão das marés e pelos efeitos da variação térmica, em 1963, a rocha foi removida do rio e classificada como objecto protegido pelo Estado de Massachusetts.
Ao longo dos últimos 350 anos a epigrafia da rocha tem suscitado as mais díspares interpretações, sendo a sua origem e significado objecto de longas polémicas, a que não estão alheios os nacionalismos e os preconceitos étnicos que entretanto se foram gerando e desfazendo.
As teorias mais geralmente aceites atribuem a origem das inscrições aos seguintes povos:
- Populações aborígenes norte-americanas, isto é, aos índios das tribos Narragansett e outros povos algonquianos;
- A navegadores fenícios que teriam atingido a costa norte-americana, sendo esta a mais antiga das teorias de uma origem não aborígene;
- A navegadores vikings, de acordo com uma teoria proposta em 1837 por Carl Christian Rafn;
- A navegadores portugueses, nomeadamente a MIGUEL CORTE-REAL de acordo com uma teoria postulada em 1918 por Edmund B. Delabarre e posteriormente defendida numa obra do mesmo autor, publicada em 1929.
A Pedra de Dighton encontra-se guardada, dentro de uma vitrina de vidro, num pequeno Museu situado em Berkley, Massachusetts.

A pedra e as suas inscrições encontravam-se submersas, pela água das marés, durante 20 horas por dia, no Rio Taunton, até 1963.
Foi porém essa circunstância que protegeu as inscrições de serem destruídas por vandalismo.

domingo, outubro 15, 2006

O mistério da "Lona" (4)

Continuam intensamente as buscas, no País e no estrangeiro, para encontrar o responsável pelo desaparecimento do precioso e artístico mural, feito em lona semelhante à das velas da "Sagres", onde há 40 anos muitos corações despedaçados testemunharam publicamente os ardores e as amarguras que lhe iam na alma, durante todas as aventuras e emoções ocorridas na nossa viagem de Curso ao Brasil, em 1965.
As investigações entretanto vão prosseguir.

sábado, outubro 14, 2006

Batalha do Riachuelo (3)


O pelotão a quatro colunas de cadetes do CR embarcados, comandado pelo então 1º Tenente de Marinha Gabriel Rodrigues Paulo, nosso qualificado instrutor de Navegação e Cálculos Náuticos.

Até aqui tudo bem. E quando vimos como as outras forças militares faziam o descansar ávontade!?

Batalha do Riachuelo (2)


Em 11 de Junho de 1965 no Rio de Janeiro, foi organizado um desfile militar comemorativo do centenário da Batalha Naval do Riachuelo, no qual participaram forças de infantaria dos navios dos vários Países presentes para o evento.
Do NE "Sagres" participou um pelotão de cadetes do CR com Bandeira e respectiva escolta.

O fardamento (calças brancas e dolman azul ferrete), não constante no Regulamento de Uniformes da Marinha portuguesa, foi usado em homenagem ao comandante da força naval brasileira combatente em Riachuelo cem anos atrás.

Batalha do Riachuelo (1)

Em 11 de Junho de 1865 travou-se no rio Paraná* a batalha naval do Riachuelo, em que a esquadra brasileira, comandada por Francisco Manuel Barroso da Silva, futuro barão do Amazonas, aniquilou a paraguaia, comandada por Pedro Inacio Meza. A vitória do Riachuelo teve notável influência nos rumos da guerra: impediu a invasão da província argentina de Entre Ríos e cortou a marcha, até então triunfante, de López. Desse momento até a derrota final, o Paraguai teve de recorrer à guerra defensiva.

Conta-se que Barroso da Silva, na precipitação de subir rapidamente à ponte de comando do navio, teria vestido os artigos de uniforme que tinha mais à mão, uniformizando-se, ao contrário do que seria normal, com calças brancas e jaquetão azul.

* O rio Paraná possui cerca de 4.900 km de extensão, sendo o segundo em comprimento da América do Sul. É formado pela junção dos rios Grande e Paranaíba. Possui como principais afluentes os rios Paraguai, Tietê, Paranapanema e Iguaçu. Constitui um trecho da fronteira entre o Brasil e o Paraguai, onde foi implantado o aproveitamento hidro-eléctrico binacional de Itaipu. Posteriormente, faz fronteira entre o Paraguai e a Argentina. Actualmente, em função das suas diversas quedas, o rio Paraná somente possui navegação de porte até à cidade argentina de Rosário.
A bacia platina, ou do rio da Prata, é constituída pelas sub-bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, drenando áreas do Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.


E a que propósito vem isto, ou o que tem esta batalha a ver com o CR, perguntarão?
A resposta será dada nos próximos capítulos.

Escola Naval: A cinquenta dias de ...

Um marco importante na vida escolar era a comemoração dos 50 dias que faltavam para a saída da EN. E recorde-se que o regime era de mais internato do que nos dias de hoje, mas nesta fase já com "Ponte Salazar"!



Na fotografia acima (ao contrário do que se possa pensar não foi tirada no Carnaval da Mealhada mas no campo de futebol pelado), uma das fases desse dia: 22 - elementos – 22 do CR usaram a imaginação, superando largamente o previsível com os poucos adereços existentes.

Um prémio entre os leitores que conseguirem identificar mais do que 20 elementos: uma colecção dos apontamentos de Nomenclatura de Máquinas, com fotografia do professor.

terça-feira, outubro 10, 2006

Elogio a Miguel Corte Real (1)


Poema escrito pelo poeta italiano Cataldo Sículo, dedicado a Miguel Corte Real, de quem foi contemporâneo, e que foi publicado em Lisboa em 1502.


"Foge-me o talento e a eloquência, apodera-se de mim o terror, quando tento dizer os feitos de tão grande capitão".
"É aquele que tem o nome do príncipe celeste dos cavaleiros e a quem os antepassados legaram o apelido de Corte Real."
"Tudo quanto faz é digno de triunfos, digno de ser posto em tábua de cedro."
"Avô e bisavô o tornaram nobre pelo sangue. E ele os adorava em todas as virtudes."
"Ele tudo realiza, segundo o pensamento de quem lho ordena (o Rei)."
"Cavaleiro ilustre, ora actua como soldado, ora veste armas ligeiras. Em qualquer caso, a sua presença significa victória."
"É amável com pessoas amáveis, brando com brandos amigos, mas com os arrogantes torna-se bastante ríspido."
"Não aprendeu as belas letras na infância, mas ensinado pelo seu talento tudo sabe."
"De aspecto, é sereno e belo, e mais belo é o seu íntimo. Da sua boca eloquente jorra uma graça variada".
"Gosta de dar muito, com mão larga, a quem o merece e piedosamente se esforça por não prejudicar a quem o não merece".
"Talvez queiras saber qual é o ofício deste Senhor?
"O Rei confia-lhe todos os encargos. Principalmente como porteiro-mor do palácio sobre as muralhas, é ele quem, no meio do silêncio geral, manda trazer os alimentos."
"A este homem tão leal confia D. Manuel com razão os seus segredos, tão grande é a virtude que nele reside, tão grande a honra."
"Passou às costas africanas em navios. Era o comandante. Preparava-se para aí conquistar uma fortaleza, pondo-lhe cerco".
"Fosse inveja, fosse o fado iníquo, a multidão dos companheiros entrega-se a vergonhosa fuga, sob a pressão do inimigo".
"Ele com uma pequena força , faz frente aos africanos que se precipitam ao ataque e retira coberto de sangue, depois de grande morticínio."

segunda-feira, outubro 09, 2006

Procuram-se (1)



Procuram-se,






não estas jovens actualmente sexagenárias que posavam no Rio de Janeiro para um concurso de “misses”, mas os cadetes, hoje escondidos e envergonhados por as terem fotografado:
Agravante:
· Gastaram na revelação algum do pouco dinheiro que usufruíam (300 escudos menos 1 de imposto de selo e um modesto subsídio de embarque);
Atenuantes:
· Estavam no ano de 1965 e tinham entre 18 e 21 anos;
· Tratava-se do primeiro porto a visitar no Brasil;
· Acabavam de chegar de 18 dias no mar (entre Cabo Verde e a cidade maravilhosa).

sábado, outubro 07, 2006

O mistério da "LONA" (3)


As acções de investigação em curso para recuperar aquela preciosa peça artística que se encontra desaparecida, não têm poupado esforços nem meios de persuasão para obter quaisquer informações sobre o seu actual paradeiro.
Entretanto, já há um suspeito que será levado ao conhecimento público muito em breve.

Viagens: NE "SAGRES" 1965. Passagem do Equador (1)


Julgamento, com grande severidade, do oficial imediato do navio, Capitão-tenente Fernando de Sousa Brito e Abreu.

Viagens: NE "SAGRES" 1965. Cabo Verde (II)


Uma equipa de futebol do CR no Mindelo, sem nenhum Scolari, aguardando o crescimento da relva.
(Da esquerda para a direita)
Em baixo: Almeida Viegas, Possidónio Roberto, Rodrigues Leite, Pereira Bento, Santos Silva (com dois futuros cidadãos cabo-verdianos);
Em cima: Santos Lourenço (adquirido ao Palmense), Rebelo Duarte, Arménio Fidalgo, Sanches Oliveira, Silva e Pinho, Ferreira de Carvalho.

quinta-feira, setembro 28, 2006

O mistério da "LONA" (2)


Foto dos anos sessenta, que recorda uma das últimas aparições em público da famosa "lona do CR", que ocorreu no tradicional jantar dos 50 dias...
Podemos bem perceber, no rosto de muitos dos intervenientes, ocultas e inconfessáveis intenções sobre o destino a dar a tão preciosa lona.
Pensará o nosso bom amigo MPB, que aparece todo sorridente na foto, "como ficará bem esta linda lona a enfeitar o olival lá em S.Teotónio...", ou bem mais ao fundo da mesa, totalmente encoberto, o nosso querido companheiro JSH, reflectindo sobre "o lucro que daria a lona, vendida assim aos bocadinhos, como recordação..."
Entretanto, as investigações prosseguem em bom ritmo sobre o paradeiro da famosa peça artística, prometendo-se a divulgação de novas notícias logo que possível.

terça-feira, setembro 26, 2006

O mistério da "LONA" (1)


Uma comprida tira de lona, decorada com desenhos patrióticos de artistas do CR (não muitos porque o espaço era reduzido), foi usada como ornamento da câmara de cadetes do NE “Sagres”, decorria o longínquo ano de 1965.
O seu alto valor, incrementado pelas múltiplas assinaturas e comentários de visitantes, aquando da abertura do navio ao público, alguns eventualmente comprometedores, obrigou a um especial cuidado com a sua preservação e segurança.
Mas o “IN”, sempre insidioso, actuou sobre a guarda montada, provocando a desatenção que a fotografia documenta.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Viagens: NE "SAGRES" 1965. Cabo Verde (I)

Na praia da Matiota, Mindelo, Ilha de S. Vicente, Cabo Verde, em Julho de 1965.
Dezoito elegantes elementos do CR após intensa actividade física, um dos quais na fase prática do curso de "espia".
Esperando que as "vendas" não impeçam a identificação, serão sorteadas entre os acertadores as gravações de 5 aulas de Organização do Comte. Teixeira da Mota.
A foto original será republicada a pedido, por abaixo-assinado, de 75% dos residentes na grande-Lisboa.

sábado, setembro 02, 2006

quinta-feira, agosto 31, 2006

Viagens: NE "SAGRES". 40 anos depois...


Assinalando a bordo da Sagres, em 01MAI2005, os quarenta anos da partida para a viagem ao Brasil (01MAI1965). Alguns ausentes, nem todos devidamente justificados.
Presentes o comandante do navio na viagem agora Vice-almirante Silva Horta e o Comandante da Companhia de Alunos da Escola Naval em 1965, Comandante Abel Costa Campos de Oliveira.

Viagens: NE "SAGRES" 1965. Brasil


Na Escola Naval no Rio de Janeiro, num convívio de cadetes brasileiros e portugueses.
Lançando as sementes da CPLP?

Viagens: NE "SAGRES" 1965


Se bem me lembro...,
a viagem de instrução do 2º ano teve lugar, como era normal, a bordo da Sagres, então comandada pelo Capitão-de-fragata Henrique Afonso da Silva Horta, sendo Director de Instrução do curso o Capitão-tenente Álvaro Maria Martins do Pilar.
Quatro meses de viagem, com partida de Lisboa em 01MAI1965.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Quarenta anos depois...


(11OUT2003)


Outra vez na Escola Naval...com mais peso!

Juramento de Bandeira (1)

No dia do Juramento de Bandeira , em 1966
Quem iria imaginar que este conjunto de jovens teria anos mais tarde participação tão relevante nos superiores desígnios nacionais!...