quinta-feira, setembro 30, 2010

Aniversários: Outubro de 2010

No mês de Outubro de 2010 completam mais um ano:


02OUT(1946) FERNANDO LUÍS CALDEIRA FERREIRA DOS SANTOS
06OUT(1944) MANUEL DE CAMPOS PEREIRA BENTO
07OUT(1943) ANICETO ARMANDO PASCOAL
08OUT(1944) EURICO FERREIRA DE CARVALHO

Embora sem os respectivos contactos ou notícias, também fazem anos neste mesmo mês:
11OUT(1944) ANTÓNIO DA SILVA DIAS FERREIRA
19OUT(1943) JAIME ALEXANDRE VELEZ CALDAS
20OUT(1943) LUÍS SEBASTIÃO FEIO DE ALMEIDA D’EÇA

A todos um abraço de parabéns.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Lorcha Macau (2 de 2)

ENTREVISTA

Parte 2 de 2

Retomamos então a entrevista ontem iniciada.

Blog – Dessa ideia passou-se logo a uma decisão?

MC - Foi-me então pedido que desenvolvesse os estudos necessários para construir nas Oficinas Navais de Macau uma lorcha que reunisse os requisitos que se pretendiam. É aqui que começa a minha intervenção. As dificuldades surgidas foram grandes porque quer em Macau, Hong-Kong ou no Sul da China (Cantão) não encontrei elementos desenhados construtivos, dado que os chineses que construíam estas embarcações (lorchas e juncos) não ficavam com grande parte dos desenhos de construção necessários e transmitiam os seus conhecimentos de pais para filhos cada um à sua maneira. Foi à custa de várias visitas a estaleiros tradicionais chineses que se foram colhendo os elementos construtivos necessários.

Blog – Tinhas alguns apoios nas Oficinas para desenvolver esse trabalho?

MC - Nas Oficinas tinha um desenhador projectista que com a ajuda dos mestres das minhas oficinas, sobretudo de carpintaria e caldeiraria naval desenhou os planos necessários à construção. A responsabilidade da coordenação de todos os elementos e a sua execução quer de modelos quer de peças montadas foi por mim assumida. Em Macau não havia engenheiros construtores navais.

Blog – Calculo que ainda tenhas de memória a forma como se desenvolveu o calendário da construção.

MC – Tenho sim. Iniciou-se em 15 de Abril de 1987 a construção da lorcha. O casco foi construído num estaleiro de Coloane e o aprestamento e a fase final de construção foi feito nas Oficinas Navais de Macau. O navio foi lançado à água em 7 de Novembro de 1987 e concluído em 28 de Junho de 1988 (fez agora 22 anos).

Blog – Curto espaço de tempo! Lembras-te que problemas tiveste que superar quanto aos sistemas de propulsão e navegação?

MC – Sim. Quero apenas acrescentar que a réplica da lorcha seguiu na medida do possível os requisitos tradicionais mas teve que se adaptar às exigências de segurança e de conforto da época. Daí que dispusesse de equipamentos de navegação e comunicações modernos para a época e que por via das missões que lhe propunham atribuir foi motorizada com 2 motores de 300 HP cada. Não tinha assim a motor propulsão auxiliar, mas sim principal.

Blog – Estiveste igualmente envolvido na concepção do velame?

MC – Não. Acresce dizer que por desconhecimento pessoal nunca assumi a direcção do aparelho vélico, o qual foi encomendado a um "especialista" de Hong-Kong. Este nunca foi a meu ver satisfatório e daí a vantagem da propulsão mecânica instalada. Não queria terminar sem dizer ainda que a parte final do aprestamento foi feita com a valiosa intervenção daquele que viria a ser o 1º comandante da lorcha - o nosso camarada Sá Leal.

Blog – Caro Cortes, agradeço-te em nome do Blog este reavivar das tuas memórias que acho constituem um bom contributo para a história da presença portuguesa naquele território chinês e especialmente da Lorcha Macau que muita gente desconhece.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Lorcha Macau (1 de 2)

Havendo interesse em conhecer melhor o envolvimento dum dos nossos camaradas do CR no processo que originou a Lorcha Macau (que adiante designaremos apenas por lorcha), enviámos à margem Sul, claro que sem ajudas de custo, um dos nossos poucos correspondentes disponíveis para entrevistar o CMG EMQ Ref. (tirocinado) José Matias Cortes (MC).

A Lorcha"Macau" (UAM 202)

Logo após a sua construção, a Lorcha Macau navegou até ao Japão para participar no Festival da Espingarda, na ilha de Tanegashima, onde se comemora todos os anos a chegada dos portugueses ao Império do Sol Nascente, tendo visitado também os portos de Kagoshima, Nagasaky e Omura.

Nos anos seguintes foram efectuadas várias viagens no mar da China, até à Correia, Singapura, etc. Em 1998 foi trazida para Lisboa, onde teve um lugar de destaque na Exibição Náutica da EXPO'98. Nesse mesmo ano foi abatida ao efectivo, por despacho do Almirante CEMA a 28 de Setembro e entregue a título gratuito à APORVELA. Posteriormente foi cedida para a Fundações Oriente.

ENTREVISTA

Parte 1 de 2

Blog – Obrigado por teres aceitado este nosso encontro e, como te referimos, só queríamos falar contigo sobre alguns aspectos duma das Comissões que fizeste. Não sobre a que fizeste num Destacamento de Fuzileiros Especiais (DFE), mas sobre certos aspectos da que cumpriste em Macau.

MC - Como vejo que sabes, estive em Macau de 1984 a 1989 e fui director das Oficinas Navais de Macau. Às Oficinas Navais de Macau competiam a manutenção e reparação das frotas dos Serviços de Marinha de Macau e da Polícia Marítima e Fiscal. Tinham também à sua responsabilidade a manutenção e reparação do Parque automóvel do Estado.

Blog - Qual era o estatuto das Oficinas Navais?

MC - Era um organismo com autonomia administrativa e financeira que tinha que gerar receitas para cobrir as suas despesas, embora tivesse um subsídio fixado anualmente pelo Governo de Macau para cobrir o deficit, ou parte dele, se existisse. Vem isto a propósito da necessidade que eu tinha de angariar obras para as Oficinas dado que tinha um quadro de pessoal administrativo e operário sustentado pelas receitas das Oficinas. Havia ainda a possibilidade de fazer obras para outras entidades, nomeadamente e preferencialmente por via do Contrato de Concessão dos Jogos de Macau para a STDM (Sociedade de Transportes e Diversões de Macau) de Stanley Ho.

Blog – Como é que surge então a ideia da construção dum veleiro?

MC - Foi neste contexto que em Janeiro de 1987 se começou a falar em Macau no âmbito dos Serviços de Marinha e da Direcção dos Serviços de Turismo em construir um navio que à semelhança duma réplica de uma caravela que por iniciativa dos emigrantes portugueses radicados na África do Sul de destinaria a comemorar o V Centenário da Passagem do Cabo da Boa Esperança que se comemoraria em 1988 a partir de Fevereiro na África do Sul, assinalasse a presença de Portugal em Macau e traduzisse de algum modo o panorama naval chinês que havia em Macau.

Blog – Houve assim uma evolução do conceito?

MC - A ideia era então construir uma embarcação que navegando a partir de Macau se juntasse à caravela (Bartolomeu Dias) na África do Sul. Essa ideia não foi considerada politicamente correcta mas pretendia-se construir uma embarcação que pudesse representar Macau no exterior e levasse uma imagem de marca de Portugal - uma embaixadora de Macau sobretudo na Ásia. O junco que com abundância navegava e navega nas águas do Sul da China não tinha nada de Portugal e por isso não foi considerado. Por outro lado as lorchas embora já em desuso nas águas do Sul da China tinham tido uma presença assinalável nos séculos anteriores e eram navios que tinham cascos baseados nas caravelas portuguesas e um aparelho vélico chinês. Havia assim uma mistura que juntava Portugal e a China.

Caro Cortes, interrompemos hoje aqui e se não te importares retomamos amanhã porque me solicitaram um outro trabalho urgente. Certamente com alguma satisfação para alguns dos camaradas que nos lêem, que não aguentam textos muito extensos.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Tentações i(r)resistíveis (4)

Os gelados Santini que conhecemos inicialmente no Estoril, no Tamariz, só mais tarde transferidos para Cascais, abriram neste Verão em Lisboa, na Baixa- Rua do Carmo, com enorme e justificado sucesso, se bem que constem, como todos os outros gelados, na lista do colestrol, como ALIMENTOS A EVITAR *.


Na minha modesta opinião, com alguma preferência pelo morango, pêssego e alperce (quando há) e se a fila (antiga bicha, para nós pós-Brasil 1965) não estiver até à porta, constituem das tentações mais (ir)resistíveis.

Nota*: Nesta lista, pelo menos na que obtive no HM (ainda se chamará assim?), só diz gelado, não gelados.

Foto de 217Jul2010, obtida com a câmara do telefone, o que é óbvio.

sábado, setembro 18, 2010

Mares da Lusofonia

Em 21 e 22 de Outubro próximo vão ter lugar, no Centro de Congressos de Cascais, as II Jornadas dos Mares da Lusofonia, em cuja organização e conferências estão envolvidos elementos do CR.
São os seguintes os temas a debater:

I - A extensão da Plataforma Continental nos Países da Lusofonia

II - Implicações Politicas e de Segurança

III - Aspectos Juridicos

IV - Ambiente, Ciência e Tecnologia

V - O Valor Económico do Fundo do Mar

O programa está disponível em http://www.maresdalusofonia.net/ , Site/Sítio no qual podem inscrever-se.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Jantar da Rentrée

Caros Amigos
No passado dia 09SET decorreu a habitual festa de abertura do ano gastronómico dos dedicados e fundamentalistas amigos do CR.
Devido ao numero de inscrições, tivemos de reservar o Clube só para o nosso grupo.
Como usualmente o encontro decorreu com grande animação e amizade entre os inúmeros membros do curso. Já de madrugada:
Silva e Pinho
Ferreira de Carvalho
Bonina Moreno
Costa e Silva
S. Henriques
despediram-se de todos os outros camaradas e amigos, com um até ao próximo dia 14OUT.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Ainda a garota (de Ipanema)

Trata-se duma música marcante para quem fez a viagem ao Brasil em 1965, agora renovada e numa versão mais económica, só com os instrumentos vocais. Num curso em que havia e há poucos músicos, talvez esta solução nos seja mais compatível com os nossos atributos para uma eventual exibição doméstica, eventualmente nas comemorações que se aproximam.

video

sábado, setembro 04, 2010

Utilidades: Assistência na doença aos militares

http://adm.defesa.pt/beneficiarios.aspx

A todos os beneficiários titulares da ADM foi atribuída uma credencial que lhes permite aceder á sua área reservada no portal IASFA/ADM. Essa credencial é constituída pelo binómio Código de Utilizador/Senha de Acesso.
O Código de Utilizador, constituído por uma letra designativa do ramo a que o beneficiário titular pertence, (A – Armada, E - Exército e F - Força Aérea) e acrescido de oito dígitos numéricos, correspondentes ao número de identificação no ramo, numero de identificação individual (NII) no caso da Armada, número de identificação militar (NIM) no caso do Exército e numero de identificação pessoal (NIP) no caso da Força Aérea. É importante referir que sempre que o número no ramo não seja constituído por oito dígitos dever-se-á acrescentar, ao número no ramo a quantidade de zeros (0) á esquerda, de forma a obter um número constituído por oito dígitos.
Tomemos como exemplo o beneficiário da ADM, pertencente á Força Aérea (FA), cujo número no ramo é o 074408 e que terá um Código de Utilizador para acesso ao portal IASFA/ADM de F00074408.
A segunda parte do binómio, designada por Senha de Acesso, é constituída pelo número de identificação fiscal (NIF) do beneficiário titular.

sexta-feira, setembro 03, 2010

Casa virtual?

Uma das nossas já reduzidas equipas de reportagem em digressão pelo País (aproveitando ainda o adiamento da introdução das novas portagens) enviou-nos da Costa Nova do Prado (Ílhavo, não Aveiro) a fotografia abaixo (datada de 05082010) com um texto de Monsantoradio que não conseguimos decifrar nem identificar a quem diz respeito, muito menos a razão da cor do texto que noutros tempos demonstrava falta de educação para com o destinatário:

"Casa actualmente ainda virtual de elemento CROC a inaugurar data ainda desconhecida com pompa e circunstância antes Verão 2011"

quarta-feira, setembro 01, 2010

Viagem NE "SAGRES" 1965. NOTA PÓSTUMA

O conjunto de mal amanhados textos que foram sendo postados, com muita paciência, pelo nosso JVB, desde o início de Maio p.p., teve apenas um objectivo – o de despertar, por ínfimas que fossem, algumas sensações, ou recordações, daqueles remotos tempos em que, de forma vincada, a personalidade do Curso se desenvolveu e consolidou, de tal forma que muito do que são as nossas actuais relações, ou entendimentos comuns, sobre alguns aspectos fundamentais da vida, terá nascido e/ou crescido nesse quadrimestre.

Assim, se alguém, para além dos VB e SP, reconhecer que isso terá acontecido, mesmo que de forma muito ténue, valeu a pena, encorajando-me a, desde já, marcar para daqui a 45 anos nova versão deste repositório, com novos e excitantes episódios.


Texto de FSLourenço


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