quinta-feira, abril 30, 2020

Aniversários de elementos do CR: Maio de 2020

Neste mês de Maio de 2020 completam mais um ano os seguintes elementos do CR, a quem enviamos um abraço de parabéns:

12MAI(1946) TITO JOÃO ABRANTES SERRAS SIMÕES

22MAI(1943) ANTÓNIO FERNANDO VASCONCELOS DA CUNHA

24MAI(1944) JOSÉ MATIAS CORTES

25MAI(1944) JOAO ANTÓNIO LOPES DA SILVA LEITE

26MAI(1945) JOSÉ LUÍS PEREIRA DE ALMEIDA VIEGAS

30MAI(1946) JOSÉ LUÍS RODRIGUES PORTERO

Recordamos também neste mês de Maio, na data do seu nascimento:
em 05MAI (1944), o JOSÉ PIRES SARGENTO CORREIA, e em 10MAI (1944) o CARLOS AMANTE CRUJEIRA que "partiram" à nossa frente.

quarta-feira, abril 29, 2020

Dos jornais, há 46 anos.

“1. Através do jornal “A Capital”, de 29 de Abril de 1974, ficamos a saber que o dr. Mário Soares, assim que chegou a Portugal, logo criou uma Empresa de Organização de Eventos, cujo primeiro trabalho é aqui divulgado.

2. Esta edição também permite fazer um teste aos verdadeiros conhecedores do então PREC: quem foi que passou a usar o Mercedes de 6 portas, matrícula HR-89-95, que o sr. José Figueiredo Santos foi entregar, no dia 29, de manhã, na Cova da Moura?”

Colaboração do FSLourenço

sábado, abril 25, 2020

1974, 25 DE ABRIL

1974, 25 ABRIL: UMA PARTICIPAÇÃO DIFERENTE
O Exercício Naval “DAWN PATROL”, do programa operacional da NATO para 1974, iria começar a sua fase de mar na 5ª feira, 25 de Abril, tendo uma boa parte das Unidades Navais participantes demandado o estuário do Tejo desde o início dessa semana, visando uma saída coordenada e conjunta no dia definido.
À data, estando a exercer as funções de Comandante do “N.R.P. Rosário”, Draga-Minas costeiro, último da classe “S. Roque”, fui nomeado Oficial de Ligação ao Grupo de Navios Holandeses participantes naquele Exercício, mantendo-se o meu Navio operacional.
Esta missão vinha decorrendo, desde o início da semana, sem qualquer incidente a registar, sendo resolvidos, de forma rotineira, todos os requisitos de natureza logística que a permanência de navios em porto suscita: água, energia, comunicações, resíduos, eventos de natureza social relativos às guarnições, etc.  
Igualmente, a vida, no país e concretamente na capital, se desenrolava com a normalidade e o ritmo a que as pessoas, de há muito, estavam habituadas.
Os jornais noticiavam investimentos em África – Angola, a aposta na transformação industrial da banana; Moçambique, investimento de 450.000 contos na formação profissional e na promoção das populações do Rovuma, Cabo Delgado.
Lá fora, coincidindo com a morte de Bud Abbott (cuja parelha com Lou Costello deixou ao Mundo filmes inesquecíveis), Israel (consulado de Golda Meir) continuava “desalinhado” com o Conselho de Segurança das Nações Unidas, num quadro vindo do passado e que se consolidaria em décadas posteriores.
Para o cumprimento das minhas funções, tinha ao dispôr uma viatura e respectivo condutor, neste caso, civil, de meia idade e que todas as manhãs se apresentava, com pontualidade e esmero irrepreensíveis, para o cumprimento do programa diário definido.
O planeamento respeitante à Força Holandesa, atracada no Cais do Jardim do Tabaco, definia a partida, no dia 25, para as 07h00m, o que impunha a minha presença nos Navios cerca das 06h30m. Como se tratava do último dia de missão, atendendo a que o condutor tinha tido um desempenho sem reparos e não era propriamente um jovem condutor militar, a decisão de o dispensar desta última tarefa surgiu naturalmente, acompanhada do justo agradecimento pela colaboração.
E assim, cedo numa manhã fresca e de céu pouco nublado, uniformizado a condizer, saí da residência, num bairro a NW de Lisboa quase na periferia, no carro particular; àquela hora, pouquíssimo trânsito nas ruas, o que não era de estranhar e, na generalidade das rádios – Emissora Nacional, Rádio Clube Português, Rádio Renascença, Emissores Associados –, quase só música, dita, séria, o que, talvez devido à hora matutina, não relevei.
Foram assim percorridas as zonas de Sete Rios, Praça de Espanha, S. Sebastião, Praça do Marquês de Pombal e a Av. da Liberdade até aos Restauradores, sem que qualquer sinal indiciasse, ou prenunciasse, algo de anormal.
Ao chegar à Praça D. Pedro IV, o quadro mudou: alguns carros parados, a tentarem, sem sucesso, entrar na R. do Ouro; surpreendido e já um pouco pressionado pelo tempo de que dispunha, decidi ultrapassar essas viaturas, utilizando o passeio de BB para tentar prosseguir, até que, quase a meio da rua, sou parado por um agente da PSP, num primeiro momento zangado, mas depois apenas preocupado e colaborante, quando constatou, pelo Uniforme, o tipo de condutor daquele carro “transgressor”…
Apontando para o fim da rua, o agente mostrava um Terreiro do Paço onde se identificavam carros de combate, do Exército, informando que estava ali “a haver um problema” e que não era possível lá passar.
Perante a premência de atingir o Jardim do Tabaco, cujo motivo lhe havia explicado, o agente sugeriu que tentasse o percurso via Cais do Sodré, para o que, ajudado por outro agente, me possibilitou o acesso à R. da Conceição, depois Calçada de S. Francisco, R. do Alecrim e, finalmente, àquela Praça.
Durante este curto trânsito, fui-me preparando para reagir a algo cujos contornos desconhecia, mas que me “garantiam”, desde já, a necessidade dessa medida cautelar…
Chegado, finalmente, à Praça Duque da Terceira, apontei para o início da Av. Ribeira das Naus; logo aí, ainda no limite da Praça, outro agente da PSP mandou-me parar, informando-me sobre a situação, que eu já conhecia do antecedente. Depois de lhe explicar o meu objectivo, deixou-me continuar, alertando-me para os obstáculos que certamente teria no curto prazo.
E assim foi: percorridas mais umas dezenas de metros e sensivelmente junto à entrada para as instalações da Marinha, novo stop, desta vez já por um militar do Exército, armado com Espingarda G3. Nesse momento, a minha preocupação, surgida nos minutos anteriores, era a de “expôr” a maior parte possível da farda através da janela, para rápida identificação e obviar a qualquer “movimento” precipitado do dedo que o militar tinha no gatilho…
Mais uma vez expliquei, agora a este surpreendido camarada, as razões que me levavam a estar ali, àquela hora, com aquele uniforme; sem ter percebido muito bem ou, provavelmente, nada, deixou-me avançar até à Praça do Comércio, aconselhando-me a que fosse devagar, para exactamente evitar reacções como as que eu tinha já congeminado.
Cumprindo as “instruções”, lá cheguei à entrada poente da Praça, onde fui novamente parado, agora por 3 ou 4 militares da mesma Unidade; já fora do carro, pela enésima vez expliquei porque ali tinha “aparecido” e porque necessitava de atravessar a Praça, para chegar aos navios da NATO. Um dos soldados, desconfiado, após uma apreciação sumária do conjunto que tinha pela frente – um Oficial da Marinha, com o uniforme 3B (esse detalhe, ele não conhecia…), acompanhado do vermelho flamejante de uma viatura civil – informou-me que só poderia passar se autorizado pelo “nosso Tenente”.
“Chamem então o Tenente”- pedi-lhes (de acordo com informação que obtive anos mais tarde, tratar-se-ia de um Oficial Miliciano, já falecido, que nesse dia comandava o 8º pelotão de Atiradores, responsável pela área da Praça do Comércio, integrado na força comandada pelo Capitão de Cavalaria Salgueiro Maia).
Pouco depois, o Tenente aparece, em passo de corrida, vindo da zona central da Praça; ao ver-me e após um breve esgar de estranheza, pergunta-me: “Olha lá, já prenderam o Ministro?”, ao que lhe respondi, mais ou menos: “Eh pá, não tenho a certeza, mas preciso de ir ali ao Cais do Tabaco, por causa dos navios holandeses da NATO, depois passo por aqui e já vemos isso…”
Após alguma hesitação, lá me autoriza a seguir, com um seco “Vai lá”, ficando a seguir o carro enquanto me afastava daquele local, agora decisivo teatro de operações.
Consegui, desta forma, chegar ao meu destino, dentro da hora prevista; o Comandante da Força, já conhecedor de que algo se passava, agradeceu a colaboração, tentando dispensar-me de estar presente até à saída dos navios e desejou-me felicidades para o próximo presente…
De saída do cais, decidi ir rapidamente a casa (por outro percurso – via Cabo Ruivo e 2ª circular), mudar para roupa civil e dirigir-me à BNL, onde já não foi fácil entrar: o Portão Verde estava fechado, com muita gente cá fora (operários do Arsenal do Alfeite, principalmente).
Chegado ao Navio, tomaram-se medidas para garantir a sua operacionalidade, em termos do equipamento e de pessoal, ficando o “N.R.P. Rosário” disponível para as missões que o Comando Naval do Continente viesse a entender atribuir-lhe.
Duma apreciação, meio humorística, a este “episódio”, ressalta-me a “intrigante” dúvida que aquele Tenente Miliciano terá tido, nos tempos mais chegados a essa data, quanto à verdadeira razão pela qual um 1ºTenente, fardado a rigor, lhe apareceu, àquela hora matutina, montado numa viatura de um belicismo totalmente desfasado do das restantes “máquinas” ali presentes…Já agora, deixo também a convicção de que terei sido, nesse dia, o único Oficial da Marinha a passar na Praça do Comércio, uniformizado de 3B, cuidado que a Marinha sempre tinha, em cerimónias ou momentos especiais, como aquele estava a ser.
25/4/2020
FSL

terça-feira, abril 21, 2020

Memória: "Prova" para comando 2

Para respostas ao problema colocado anteriormente sobre o assunto, juntam-se as folhas que poderão ser utilizadas para esse efeito:



Colaboração do FSL

Memória: "Prova" para comando

Estes exercícios parecem-me um bocado primários, mas nós fizémo-los…
Suspeitando-se que alguns CR’s tenham deixado caducar a sua “Licença de Comando”, pelo que para a renovar têm que fazer esta prova (eliminatória).
Abraços,
FSL

N. da R.: Respostas ao júri constituído para o efeito.

segunda-feira, abril 20, 2020

Polícia Marítima (PM) em acção (02/18ABR2020)


No âmbito do controlo de fronteiras e do cumprimento das imposições da autoridade sanitária, a PM efectuou, entre 2 e 18 de Abril, 553 fiscalizações a navios de comércio, 242 a embarcações de recreio, 108 a navios de pesca e 85 a cruzeiros.
No período em causa instaurou 31 processos de contraordenação por vários incumprimentos, não directamente relacionados com as medidas do estado de emergência, mas com situações como a utilização irregular de artes de pesca ou a captura de pescado subdimensionado.
Nas acções a PM percorreu quase 30 mil quilómetros de praia e navegou perto de 1.500 milhas.


Colaboração do Eurico Ferreira de Carvalho (CR32)

Submarinistas do CR: ACFidalgo

Li, logo que lançado, salvo erro em 2017, o livro "Comandar no Mar", editado pelo nosso camarada CR HAFonseca pela sua ENN - Editora Náutica Nacional / Revista de Marinha com coordenação do OC Themes de Oliveira. Recentemente, numa nova e mais atenta leitura do mesmo livro, apercebi-me melhor do que anteriormente, no artigo " Comando abaixo da Superfície" do HC Álvaro Rodrigues Gaspar (que recentemente nos deixou), nas páginas 56 e 57, das referências que faz ao nosso camarada do CR Arménio Fidalgo, na altura a comandar o SSK "BARRACUDA", com o Gaspar a comandar o "Delfim". E porque estiveram ambos envolvidos numa iniciativa até aí inédita na nossa Marinha que, segundo o autor do texto "marcou e representou um marco na eficiência e na segurança da condução de operações submarinas avançadas, pela nossa Marinha, e um testemunho das excelentes capacidades dos nossos submarinos, como aliás passou a ser reconhecido pelas autoridades OTAN". 
Tratou-se de um trânsito coordenado em imersão levado a cabo pelos dois submarinos, iniciado no regresso de exercícios no Mediterraneo e já depois de passado o Estreito de Gibraltar, que depois de um rendez-vous em imersão e com uma distância entre os dois de cerca de 2000 metros e a cotas diferentes, até se aproximarem um do outro a 500 metros, após o qual iniciaram um longo trânsito coordenado com excelentes resultados.
Uma nota adicional: O Gaspar foi Imediato do Fidalgo quando este anteriormente comandou o "Delfim".

domingo, abril 19, 2020

QUARENTENA (PR1)

Em 1993, na Escola Naval, os quatro elementos do CR que prestaram serviço em África (Angola e Moçambique) em 1969/71 na Fragata ex-NRP "ÁLVARES CABRAL".










Fotos do PRoberto, aprimeira já aqui publicada no blogue, da guarnição de oficiais da "Álvares Cabral"

Quarentena: No futebol de 11 (FCP)

Interrompidos os campeonatos em todas as modalidades, nomeadamente nos de futebol que são os mais acompanhados, não queremos deixar de aqui prestar uma homenagem ao CR que mais segue o FCP, mais do que os elementos do Curso naturais da cidade do Porto:

Com votos de que ele e outros mantenham a sua elegância no fim desta quarentena:

sexta-feira, abril 17, 2020

QUARENTENA (PR0)


Fechado em casa durante algumas semanas, pensei em ocupar algum tempo, rebobinando memórias, algumas bastante marcantes, expondo sentimentos vividos. Para mim o projecto tem sido extremamente agradável, porque tudo o que vivi ( e que ficou gravado ), as pessoas com quem lidei, os objectos onde poisei os olhos, os sons que me chegaram aos ouvidos, os cheiros os tactos, os sabores,  tudo isto existe em mim e permanece.
Não há Marinheiro que se preze que não tenha uma história para contar sobre o Mar.
Nunca me esquecerei do tempo passado no NRP Álvares Cabral na nossa Comissão a Angola e Moçambique de 1969 a 1971. Mais precisamente de 28 Abril de 1969 a 10 Maio de 1971.
Partimos 120 Marinheiros (11 Oficiais, 29 Sargentos, 19 Cabos, 33 Marinheiros, 19 Grumetes e 9 Marinheiros da Taifa).
Dos onze Oficiais quatro somos do mesmo Curso CR: Rebelo Duarte, Rebelo Marques, Silva e Pinho e Possidónio Roberto. Relembro que o Santos Bico, Monsanto Coelho de Campos e o Santos Roque, também eles  oficiais da guarnição frequentaram a Escola Naval na mesma época . 
Por hoje ilustro a mensagem com algumas fotos que deixo á vossa memória definirem datas e locais.
Não resisti em colocar uma foto da célebre caçada em Moçâmedes para vos recordar o magnifico almoço no Hotel do pai do Monsanto Coelho de Campos.
Deixo um desafio ao Augusto. Se bem me lembro dos quatro, dois eram casados e dois solteiros. Desafio para rebobinares na tua memória as datas de 28 Abril  a 10  de Maio. Ficamos a aguardar que libertes as tuas memórias.
Ass. António José Possidónio Roberto






Memória: Repetição (escrita) de Infantaria

A Repetição de Infantaria, marcada para o dia 25 de Março, foi adiada para 22 de Abril, 4ª feira, por causa do COVID 66.

Os  cadetes com as 3 melhores notas terão os seguintes prémios:

1º: Dispensa, por duas semanas, das aulas de Luta Militar;
2º: Um pacote de bolachas e um sumo ( contactar o Cabo Direitinho);
3º: Engraxar 2 vezes os sapatos da Ordem (execução: Faustino).


Nota da R.: Texto e anexo disponibilizados pelo FSLourenço que o nosso Blogue agradece.

quinta-feira, abril 16, 2020

Recordando: Casamento Araújo Baptista

No casamento do Araújo Baptista a "máquina" do CR esteve toda presente:


Consta que também lá esteve um infiltrado do nosso Curso, da classe de Marinha: FCS ?