quarta-feira, junho 01, 2022

Aniversários de elementos do CR: Junho 2022

Neste mês de Junho os seguintes elementos deste curso celebrarão mais um aniversário:

 
 
 
07JUN (1945) Jorge Manuel dos Prazeres Escalço Valadas
08JUN (1945) Rui Coelho Cabrita
19JUN (1945) Luís António Proença Maia
23JUN (1943) Carlos Manuel de Vasconcelos Carrasco
27JUN (1943) José Manuel Narciso de Sousa Henriques
28JUN (1944) Fernando Moreira Pereira
30JUN (1945) Victor Manuel Bento e Lopo Cajarabille

A todos um grande abraço de parabéns!

Recordamos também neste mês:

O Luís Alberto Cristiano d'Oliveira, nascido em 06JUN (1943) e falecido em 27JUN (2012) e o Lino António da Conceição Pereira Machado, nascido em 06JUN (1943).

sexta-feira, maio 27, 2022

Não sei se sabiam...

 F.S.Lourenço

No dia 1 de Maio de 1965 a SAGRES partiu de Lisboa com destino a alguns portos do Brasil e para representar a Marinha de Guerra Portuguesa na revista naval comemorativa da batalha de Riachuelo, integrada no IV centenário da fundação da cidade do Rio de Janeiro.

Em 6 de Junho o navio atracou ao cais da Praça Mauá, no Rio de Janeiro, e no dia 11, na Baía de Guanabara, teve lugar a revista naval que foi passada pelo Presidente da República do Brasil, embarcado num navio de guerra brasileiro, estando presentes, além da SAGRES, navios de guerra da Argentina, Chile, Espanha, Inglaterra, Itália, Holanda e diversos navios brasileiros.

Os navios estavam embandeirados em arco e a SAGRES, com o pessoal estendido nas vergas, prestou as honras devidas, incluindo as salvas.

Na véspera, no dia 10 de Junho, DIA DE PORTUGAL, todos os navios presentes na Baía de Guanabara se associaram às comemorações do feriado nacional português, tendo, também, por especial deferência, havido salvas ao meio dia. No mesmo dia teve lugar a bordo da SAGRES a cerimónia de entrega à Marinha Brasileira da “Portugaliae Monumenta Cartographica” e a imposição de condecorações a entidades brasileiras pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

No dia 16 de Junho o navio largou do cais e fez-se ao mar. Fora da barra, uma ligeira brisa permitiu, depois de contornados o Pão de Açúcar e a Ilha de Cotunduba, navegar à vela em frente de Copacabana.

O navio chegou a Santos no dia 17 e depois de ter escalado Salvador, Recife, S. Vicente de Cabo Verde e alguns portos dos Açores e Leixões entrou em Lisboa no dia 31 de Agosto.

Extraído do livro
“SAGRES, A ESCOLA E OS NAVIOS”,
Edições Culturais da Marinha, 1984

 

 


domingo, maio 01, 2022

Aniversários de elementos do CR: Maio 2022

A 30 de Março de 1922, às 0700, Gago Coutinho e Sacadura Cabral levantaram voo no hidroavião “Lusitânea”, do Tejo.

Objectivo: ligar Lisboa ao Rio de Janeiro pelo ar, provando a capacidade do sistema de navegação aérea que conceberam, bem como o estreitamento das relações com o Brasil, que naquele ano comemorava o primeiro centenário da independência.

Tinham trabalhado em conjunto em missões de levantamento cartográfico em Angola, entre 1911 e 1915, ainda antes de Cabral ter alguma ligação com a aviação, já que a sua formação nessa área decorre em França, onde obteve o brevet de piloto e se especializou em hidroaviões, em 1916. A sua carreira passou assim a estar intimamente ligada à aviação e é nessa linha que nasce o projecto que levaria àquela largada de 30 de Março, sendo então capitão-tenente. Coutinho, na altura capitão-de-mar-e-guerra, por sua vez, tinha-se distinguido em trabalhos geodésicos e cartográficos em Timor, Moçambique, Angola e S. Tomé e a sua carreira continuava nessa esteira, no âmbito da então Comissão de Cartografia, (criada em 1883) que viria a presidir em 1925 até à sua extinção, em 1936.

A aviação encontrava-se franco desenvolvimento (ao qual não foi estranha a Primeira Guerra Mundial), mas era ainda incipiente. Porém, despertara o interesse quer militar quer da sociedade em geral pelas potencialidades que abria. A vontade de ir mais longe, encontrar soluções adequadas para resolver as barreiras existentes, prémios ou o puro impulso de investigação ou aventura motivavam naquela conjuntura de pós-guerra, iniciativas em outros países, a par das quais a largada de 30 de Março se inscrevia. Uma das barreiras era a determinação da posição geográfica do aeroplano de modo a poder governá-lo para o destino sem que o combustível disponível se esgotasse antes. As autonomias eram curtas, a influência dos ventos grande, as mecânicas pouco fiáveis e as previsões meteorológicas muito incertas; a navegação recorria a conhecenças em terra ou no mar, à ubíqua navegação estimada, à proficiência do piloto e... à sorte.

Naturalmente, os métodos de navegação marítima estavam na primeira linha de consideração, mas a sua adaptação ao aeroplano estava ausente. Um pouco como alguns séculos antes houvera que libertar a navegação marítima da proximidade da costa, agora tratava-se de lhe dar capacidade aérea, permitir a altitude sem perder o rigor, possibilitando conciliar a autonomia do aeroplano com a derrota pretendida e o rigor necessário.

Quis o destino que o saber, personalidades e experiência de Cabral e Coutinho se encaixassem na Marinha de Guerra Portuguesa, cada um trazendo diferentes componentes que haveriam de criar as condições para, mesmo não assegurando o sucesso do empreendimento, ao menos para o tornar possível. Em 1919 Cabral propõe ao Ministro da Marinha a realização da Travessia Aérea Lisboa-Rio de Janeiro, apresenta um plano prévio para o efeito e obtém a colaboração de Coutinho, que estudava há muito a modificação do sextante a que chamava “Astrolábio de precisão”, resultando uma associação que reunia prestígio, experiência, conhecimentos,  inventiva, capacidade de investigação, experimentação e inovação, coragem e perseverança que lhes permitiu manter sólida a ligação entre a ciência, a técnica, a prática e a capacidade de improvisação sem as quais não teria sido possível o sucesso, e, ao mesmo tempo, obter o apoio do Ministério da Marinha, decisivo.

Aquela largada a 30 de Março, feita sob a indiferença geral, só teria epílogo a 17 de Junho no Rio de Janeiro. Mas entretanto, quer em Portugal quer no Brasil, “os olhos voltaram-se para as bandas do Atlântico”.

A viagem aérea Lisboa-Rio de Janeiro prende neste momento as atenções de todos os portugueses.[...]
Preparada no silencio, gerada e realizada no silencio, esta façanha assemelha-se a uma grande catedral, cuja esplendorosa imponencia só pode ser bem vista e bem considerada a distancia. Os portugueses, enervados por longos anos de estagnação de espirito, impregnados do ambiente da manifesta decadencia que nos tem envolvido, já iam perdendo, entre muitas das suas outras faculdades adormecidas, a propria faculdade magnífica de admirar. Quando Sacadura Cabral e Gago Coutinho, em lacónicas linhas de notíciario, deixaram saber que iam tentar a travessia aérea do Atlântico, o público ficou quasi indiferente. [...]
Mas o avião partiu, e a sua partida, feita em tão propícias circunstâncias, deu o primeiro safanão nos nervos do público.
Era pois verdade que dois homens, dois portugueses diferentes de quasi todos os outros, que detestavam o estrondo a volta do seu nome, iam tentar a maior, a mais extraordinária viagem aérea que tem sido imaginada desde que o homem começou a sentir-se o rival das andorinhas. Portugal ergueu-se e voltou os olhos para as bandas do Atlântico. [...]
Diário de Notícias, 10 de Abril de 1922

Da viagem em si ficaram-nos descrições precisas das diversas etapas, dos contratempos, ansiedades e riscos, dúvidas e decisões e os reflexos da «aventura» nos jornais da época.

Aproxima-se a hora mais emocionante da «magnífica aventura»... Deixem que se mantenha ainda a expressão «magnífica aventura», agora que vão sendo conhecidos, de uma maneira incontestável, os famosos recursos scientíficos, os extraordinários elementos recolhidos por um estudo aturado e escrupulosíssimo, de que se servem Sacadura Cabral e Gago Coutinho.
Ante os enormes conhecimentos da sciência, aprimorados com descobertas até agora mantidas em sigilo, e que pela primeira vez dão à navegação aérea foros de viagem regular, os riscos da audaciosa tentativa são menores.
São menores mas são ainda espantosos, e antes de partir o comandante Sacadura Cabral publicamente afirmou haver cincoenta por cento de probabilidades favoráveis contra cincoenta de duvidosas.
São dois homens de sciencia, valentes e confiados no seu saber, que vão em demanda do Brasil. Não são dois aventureiros. Mas a sua tentativa não pode, apesar de tudo, deixar de ser considerada uma aventura, tendo em conta que de Cabo Verde a Fernão Noronha vão 1.260 milhas, que estas têm de ser percorridas de noite, que o aparelho levanta vôo em condições esforçadas de peso máximo, e que por esse Oceano fora - o Oceano da lenda, renovada por essa estrada nova que nem as grandes aguias marítimas percorreram - não haverá senão vagos pontos de apoio. [...]
Diário de Notícias, 11 de Abril de 1922
O sucesso da «aventura» despertou variadas reacções internacionais e entusiasmo popular quer em Portugal quer no Brasil, cumulando Cabral e Coutinho de aplausos, honrarias, festejos, banquetes e distinções. Ouçamos o próprio Coutinho.

terminara a nossa navegação astronómica e começava outra mais tormentosa para que não estávamos preparados, nem mesmo com a viagem a Madeira: a navegação através dos festejos, banquetes e bailes.
[...] as nossas chegadas aos portos eram sempre tão agitadas, pela massa de povo que se comprimia nos cais, que dir-se-ia nos éramos dois indesejáveis cujo desembarque se pretendia evitar. E recorriam a todos os meios: baterias sobrepostas de máquinas fotográficas, discursos, champanhe, abraços, beijos, barragens de moças atirando-nos flores aos olhos, etc. Ofuscado desta maneira, que almirante teria vencido um combate naval?
[...] os pedidos de autógrafos foram tantos e tão liberalmente satisfeitos que, só de os escrever, ostentava no dedo um grande calo, mas não cheguei contudo a ter a boca calejada de dar beijos...

Diálogo com Gago Coutinho, de Mário Costa Pinto, Verbo, 1962 - Citado em Gago Coutinho, o Último Grande Aventureiro Português, de Rui Miguel da Costa Pinto, Eranus, 2014

Ficara demonstrado que era possível navegar com precisão, num aeroplano, sobre uma superfície tão indistinta como o mar.

Para comemorar o centenário da «aventura», realizou-se a 3ABR uma cerimónia militar organizada pela Marinha e pela Força Aérea que incluiu um desfile aeronaval, presidida pelo Presidente da República.

ooOoo 

 

Na Ucrânia, durante todo o mês de Abril, a guerra continuou sem sinais que permitam optimismo a quem anseie por um cessar fogo ou um qualquer acordo que ofereça perspectivas de regresso breve à paz, mesmo que mínimas. Pelo contrário, o conflito parece consolidar-se, ameaçando expandir-se e vir a ser longo.

As autoridades da Federação Russa, tendo indicado ter sido atingido o primeiro objectivo na guerra que designam de ‘operação militar especial’, anunciaram uma nova estratégia  focada no Leste da Ucrânia, pretendendo libertar as repúblicas de Donetsk e Lugansk, tendo retirado do Norte do país; mais tarde, foi divulgado que o plano era efectivamente dominar todo o Sul da Ucrânia, privando-a do acesso ao Mar Negro e garantindo uma ligação por terra à península da Crimeia e à Transnístria, território separatista da Moldávia, onde a população, pró-russa, estaria a ser oprimida.

Como resultado da da retracção do dispositivo militar russo que ameaçava Kiev pelo Norte, as forças ucranianas avançaram para regiões onde se tornou patente a destruição causada pelo conflito e um elevado número de mortos, incluindo valas comuns contendo grande número de corpos, tendo sido levantadas insistentes suspeitas da existência de crimes de guerra, o que a Federação Russa nega, afirmando tratar-se de montagem destinada a denegrir as suas Forças Armadas.

A capacidade militar das forças ucranianas continua a mostrar-se sólida e decidida a enfrentar a invasão, tendo mesmo conseguido atingir o cruzador Moskwa, peça importante das forças navais russas no Mar Negro, provocando-lhe danos que levaram ao seu afundamento.

Neste mês de Maio, acabado de chegar, os seguintes elementos deste curso celebrarão mais um aniversário, a quem enviamos um abraço de parabéns:

12MAI (1946) Tito João Abrantes Serras Simões
22MAI (1943) António Fernando Vasconcelos da Cunha
24MAI (1944) José Matias Cortes
25MAI (1944) João António Lopes da Silva Leite
26MAI (1945) José Luís Pereira de Almeida Viegas
30MAI (1946) José Luís Rodrigues Portero

Recordamos também o José Pires Sargento Correia, nascido a 05MAI e o Carlos Amante Crujeira, nascido a 10MAI, que já faleceram.

sexta-feira, abril 01, 2022

Aniversários de elementos do CR: Abril 2022

Com a pesada herança da invasão da Ucrânia pelas forças da Rússia, chegou Abril, o mês dito ‘das águas mil’. Março viu as atenções e receios virados quase na totalidade para a guerra e os graves acontecimentos que dela decorrem ou podem decorrer. Mais de 4 milhões de refugiados que procuraram abrigo principalmente nos países mais próximos (Polónia, Eslováquia, Hungria, Roménia, Moldávia) mostram a gravidade da situação.

As forças invasoras entraram na Ucrânia pelo Norte, pelo Leste e pelo Sul, mas a resistência ucraniana, se há um mês já surpreendia os observadores dada a diferença de capacidade militar, mostrou tenacidade e capacidade suficientes para, aparentemente, deter a progressão russa. Muitas opiniões têm atribuído principalmente a deficiências dos invasores essa falta de dinamismo, citando-se frequentemente dificuldades logísticas, mas tal não seria possível sem uma sólida preparação defensiva e capacidade militar no lado ucraniano, não esquecendo, também, a reacção de grande número de países, quer no campo diplomático quer na aplicação de sanções, quer ainda no apoio em armamento ao país invadido.

A violência, destruição, sofrimento e a morte foram, ao longo de todo o mês passado companheiros da população ucraniana, num dia a dia em que o futuro não tem contorno definido e as razões invocadas, obscuras, destituídas de fundamento. Infelizmente não se descortina para breve uma solução para o conflito que afaste o uso das armas, e o prolongamento tende a aumentar o risco de expansão.

Em Portugal, a 30MAR, tomou finalmente posse o XXIII Governo Constitucional, na sequência das eleições havidas a 30JAN.

Neste mês de Abril de 2022 completam mais um ano:

07ABR (1945) Manuel Agostinho de Castro Freire de Menezes
12ABR (1944) Alfredo Virgílio Vitorino Dias
27ABR (1945) Victor Manuel Jorge Amaral

Daqui a todos enviamos um abraço de parabéns.

Recordamos também o Joaquim Francisco de Almeida Paes de Villas-Boas, nascido em 18ABR e o José Carlos Alves d’Almeida, nascido em 26ABR, ambos já falecidos.


terça-feira, março 01, 2022

Aniversários de elementos do CR: Março 2022

Na madrugada de 24 de Fevereiro forças militares russas desencadearam a invasão da Ucrânia. Após uma concentração em grande número e dispostas ao longo das fronteiras da Ucrânia com a Rússia e com a Bielorússia (que se mostrou colaborante), após insistentes desmentidos quanto à intenção de invasão que se escudavam na realização de exercícios, apesar de numerosas e intensas iniciativas diplomáticas, eis o desenlace, o desencadear de uma guerra procurando dominar pela força um país independente.

Trata-se de um acontecimento que trará provavelmente modificações profundas nas orientações de muitos responsáveis europeus cujos países integram a União Europeia ou a OTAN - já que mais próximos do conflito em curso e do seu significado - mas também em outras regiões, dado o relacionamento internacional que, em inúmeras áreas, forma a globalização. Após desencadeado o ataque, os responsáveis russos mantêm um discurso de onde se pode inferir que não limitem os seus objectivos à Ucrânia, incluindo mesmo a gravíssima ameaça do recurso à capacidade nuclear militar de que dispõem. Há quem esteja convencido de que voltará ou já voltou a guerra fria, mas a guerra (simplesmente) está em curso e não parece que tenda a arrefecer.

Por agora os combates mantêm-se e a destruição, a morte, o desespero, os actos heróicos, o sofrimento generalizado das populações, as ondas de refugiados com tudo o que tal implica, voltaram a esta nossa Europa. É indubitável que se encontram traços semelhantes ao que se passou no século passado e, conhecendo-se a história, não é fácil manter a tranquilidade.

A Ucrânia mantém uma posição combativa que parece oferecer significativas dificuldades ao invasor nestes primeiros dias de um conflito que se pode prolongar no tempo, o que tem motivado surpresa em diversos observadores, dada a diferença de capacidade militar de que padece frente ao poderio inimigo, tendo mesmo obtido a realização de um encontro para conversações, realizado a 28Fev, do qual não parece que tenha resultado algo de concreto, a não ser a possibilidade de um segundo encontro, mas que não deixa de ser importante.

A União Europeia reagiu, na frente diplomática, sem conseguir desviar a Rússia dos planos que já tinha traçados, e depois do início da agressão, pela aplicação de sanções económicas, financeiras e restrições no uso do espaço aéreo, cujo resultado não será efectivo a curto prazo, mas que poderá constituir uma barreira, no futuro, às intenções belicistas da Rússia, implicando provavelmente reflexos significativamente negativos. Numa perspectiva talvez mais imediata também foi anunciado o financiamento da aquisição de armamento destinado às forças ucranianas, uma novidade no seio da União.

De muitas origens, em todo o mundo, têm sido noticiadas posições e acções que revelam, no geral, mas com excepções, uma posição reprobatória da invasão. Não é, naturalmente, possível prever como irá evoluir o conflito ou que consequências dele resultarão, quer no curto quer no longo prazo. Qualquer que seja o desenlace final, porém, o prejuízo é certo; o que permanecerá imprevisível é a sua dimensão e extensão.

Em Portugal, no princípio do mês de Fevereiro, e na sequência das eleições legislativas de 30 de Janeiro, verificou-se a existência de irregularidades no apuramento de votos do círculo da Europa, tendo sido determinada, pelo Tribunal Constitucional, a sua repetição, inviabilizando todo o planeamento referente à entrada em funções da Assembleia da República e do novo Governo, esperando-se que a situação fique regularizada nos finais deste mês de Março. As consequências estender-se-ão bem para além desta data, dada a modificação radical das condições existentes, se comparada com as que prevaleciam no final do ano passado.

A 23 de Fevereiro foi com grande consternação que tomámos conhecimento do falecimento do nosso Camarada Azevedo Coutinho, aqui renovando as condolências à sua Família, Amigos e Camaradas.

Neste mês de Março celebrarão o aniversário os seguintes membros do CR, aos quais daqui enviamos os parabéns:

07MAR (1944) Francisco Ferreira Baptista
09MAR (1945) José dos Santos Jorge
12MAR (1943) António José Valadas Borrego Linhan
24MAR (1944) Zenóbio José Roque Cavaco

Recordamos os camaradas já falecidos, António Dias Ferreira (em 04MAR2012), e Fernando Sanches de Oliveira (nascido a 25MAR).


quarta-feira, fevereiro 23, 2022

João Furtado de Azevedo Coutinho

É com muito pesar que damos a conhecer o falecimento, hoje ocorrido, do nosso Camarada e amigo Azevedo Coutinho, de cuja companhia sentiremos muita falta.

Sentidas condolências à sua Família, Amigos e Camaradas.

terça-feira, fevereiro 01, 2022

Aniversários de elementos do CR: Fevereiro 2022

Ainda 2022 não tinha dado volta à faina depois de chegar às nossas vidas, piratas informáticos atacaram as máquinas servidoras do Grupo Impresa, no qual se incluem, entre outros, o semanário Expresso e o canal de televisão SIC, com consequências operacionais graves e provavelmente levando a custos financeiros elevados. E, em meados de Janeiro, outro ataque atingiu os serviços na Ucrânia, provocando a paralisação de cerca de 70% das páginas governamentais. Poucos dias depois, foi a vez do Comíté Internacional da Cruz Vermelha, Genebra, ver comprometidos dados  de mais de 515 mil de pessoas vulneráveis (famílias separadas por conflitos, migrações ou desastres, desaparecimentos ou detenção), e o colapso de sistemas associados, o que motivou um apelo da organização no sentido de os atacantes fazerem a “coisa certa” (o que não deixa de ter o seu lado comovente).

Apenas mais 3 episódios (porque houve mais) de uma já longa lista de eventos hostis tendo como alvo redes informáticas e sistemas de informação, diversos pretextos e variados objectivos, cuja frequência segue a par com o avanço tecnológico que tem marcado o recurso das sociedades aos meios informáticos. As tecnologias da informação, disponibilizando capacidades ímpares, foram adoptadas por todas as áreas de actividade sem excepção, e estão na base de inequívocas vantagens de toda a natureza, sendo mesmo, em geral, consideradas necessárias ao desenvolvimento das sociedades, (o que se traduz, por exemplo, na perseguição da digitalização incluída em planos de desenvolvimento ou reconversão), protagonizam uma revolução e estão já (pelo menos em parte) enraizadas e numa evolução de velocidade assinalável, quer em termos técnicos quer em termos da amplitude de aplicação.

As tecnologias da informação entrelaçam-se hoje com as actividades das sociedades e tornaram-se imprescindíveis ao seu funcionamento, abrangendo todos os níveis, isto é, desde o individual até aos grandes sistemas sociais, quer privados quer estatais, quer de conveniência, fundamentais, estratégicos ou políticos; suportam todos os tipos de intenções, sejam boas ou enganadoras, agressivas, amigas ou hostis, úteis ou prejudiciais, só para citar alguns exemplos; e envolvem dados cujo valor vai desde o das mentiras até ao excepcional. Apesar de inegáveis vantagens, estão presentes, também, riscos que não podem ser escamoteados.

Os dados (aqui entendidos de forma geral e de todas as categorias, independentemente de significado, valor ou destino), estão vulneráveis e não só por razão de acções hostis, mas também, e por exemplo, de falhas do material, erros humanos, desastres, acontecimentos inesperados, defeitos de programação, instalação, configuração, actualização ou de gestão dos sistemas. A vulnerabilidade é tão extensa, variada e complexa que originou um ramo especializado na área das tecnologias da informação que designamos por cibersegurança.
O conceito de Cibersegurança, ao longo dos tempos, até motivado pela própria noção de transformação digital, tem sido alvo de diversas interpretações. Se pode ser entendido como o conjunto de medidas e ações necessárias para prevenir, monitorizar, detetar, analisar e corrigir redes e sistemas de informação face às ameaças a que estão expostos, tentando manter um estado de segurança desejado e garantir a confidencialidade, integridade, disponibilidade e não repúdio da informação, pode, por outro lado, ser definido como o sentimento de segurança percecionado pelas pessoas quando usam a Internet e as tecnologias digitais.
(Conforme o Centro Nacional de Cibersegurança, CNCS)
As características da cibersegurança (também, naturalmente, extensas, variadas e complexas) originaram o aparecimento de especialistas e investigadores em cada uma das áreas técnicas em que se pode decompor, formando mercado florescente. Numa estimativa recente, o negócio da cibersegurança andaria próximo, em 2021, dos 200 mil mega-euros em todo o mundo e o impacto do cibercrime atingiria uns 3 biliões de euros no mesmo ano, embora haja que suspeitar da existência de incidentes não conhecidos, e por consequência armazenamento de dados em parte incerta - prontos a usar em oportunidade a definir pelo atacante ou por quem os tenha a ele adquirido.

Claro que as tecnologias da informação criaram, continuam a criar e a aperfeiçoar defesas do mais diverso tipo, mas a eficácia total é dificilmente garantida e após cada ciberataque bem sucedido não parece fácil definir a totalidade das consequências, já que sendo aquelas tecnologias também usadas nas agressões, estas também evoluem e se sofisticam, mostrando a estatística um consistente aumento de incidentes de ano para ano.

Apesar de tudo, as tecnologias da informação são recentes e estão ainda na sua fase inicial de desenvolvimento (como serão daqui a 100 anos?), surgindo frequentemente, e por exemplo, novos equipamentos, métodos de desenvolvimento, algoritmos, sistemas de armazenamento e de comunicação, sempre mais rápidos, variados e poderosos, levando a que os sistemas em serviço se desactualizem com rapidez, o que origina necessidades de investimento permanente, implica a existência de profissionais com formação adequada, promove novos mercados, catalisa a “fome de dados” e a invenção de novos métodos para a sua “tortura”.

O valor dos dados tende a crescer não só porque aumentam de volume, mas também porque maior se torna a penetração no tecido social, reforçando-se a dependência das sociedades em relação às tecnologias da informação. Os dados serão alvos cada vez mais apetecíveis, levando a uma maior sofisticação das formas de ciberataque, num ciclo infindável do qual resultarão sempre elevados custos, destruição de património e perda de vidas. Neste quadro, não será destituído de razão pensar que quer os prejuízos do cibercrime quer a cibersegurança tenderão a aumentar de importância.

É precisamente com um foco neste contexto de interação em segurança, tanta quanto possível, de pessoas, processos e tecnologias, que o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) desenvolve a sua missão com o objetivo contribuir para uma utilização livre, confiável e segura do ciberespaço de interesse nacional.
Atuando como coordenador operacional e autoridade nacional em matéria de cibersegurança junto das entidades do Estado, operadores de infraestruturas críticas nacionais, operadores de serviços essenciais e prestadores de serviços digitais, o CNCS transporta também a sua ação para a sociedade em geral.
(Conforme o Centro Nacional de Cibersegurança, CNCS)

O risco, (aqui entendido como o produto entre a probabilidade de ocorrência de um evento e as suas consequências), tenderá certamente a aumentar, tornando a cibersegurança elemento crítico para evitar que o risco (“ciberrisco” ?) atinja níveis que possam ser uma barreira no caminho do desenvolvimento e do progresso sociais.

A cibersegurança é uma área complexa cuja utilidade depende de estreita colaboração envolvendo um leque de domínios não diferente dos que acima referimos e de uma sólida cooperação internacional e parece não estar capaz de atingir um nível de protecção adequado. Estamos convictos de que, dada a dependência das sociedades em relação às tecnologias da informação, virá a ser necessária a adopção de medidas de segurança de maior eficácia.
Em tempo: depois de já escrito o texto acima, a 30 de Janeiro veio a público o possível ataque informático aos serviços da Assembleia da República. Os assaltantes, que por sinal se identificaram como sendo os mesmos que atacaram o grupo Impresa, afirmam ter desviado  volumosa e diversa informação “sensível” e ter encontrado “sistemas tecnológicos antigos, sem manutenção“. Não há confirmação deste incidente, até ao momento de publicação, mas o site da Assembleia está inacessível para que sejam conduzidas as necessárias investigações: ou seja, nem mesmo é necessário praticar o acto, basta anunciá-lo para que se produzam danos.
Ao longo de Janeiro, a COVID19 confirmou as expectativas que há um mês temíamos, observando-se um crescimento da incidência nunca antes verificado desde o início da pandemia, a par com um aumento relativo do número de crianças contagiadas, tendo, felizmente, continuado a verificar-se uma carga sobre os serviços hospitalares de menor peso específico do que o observado há um ano, constatação no entanto prejudicada por dúvidas relativas à correcção dos dados publicados relativos aos doentes hospitalizados com a doença. Prevê-se que a incidência continue a superar os valores anteriores, esperando-se o início do decréscimo para meados deste mês, se acreditarmos em algumas previsões. Mantém-se válida a necessidade de observar prudência e não descurar a protecção individual.

Conforme previsto, a 30 tiveram lugar as eleições legislativas, após animado período de campanha eleitoral e alguma discussão para conciliar as regras em vigor que ditam o isolamento por causa da COVID19 com o direito dos eleitores ao voto. O acto eleitoral desenrolou-se sem contratempos, contabilizando-se cerca de 42% de abstenções.

Comemora-se em 2022 o centenário da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, concretizada por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, tendo o plano das iniciativas comemorativas, organizado pela Marinha e pela Força Aérea, sido apresentado a 11 de Janeiro, no Pavilhão das Galeotas do Museu de Marinha em cerimónia de abertura das comemorações.

Salientamos também, no Cazaquistão, logo no princípio de Janeiro, graves manifestações motivadas pelo agravamento do preço da energia, que evoluíram para autênticas batalhas, com edifícios e carros em chamas e extrema violência, chegando ao uso de armas de fogo pelas forças policiais, e um número de vítimas que atingiu 225 mortos  e mais de 4300 feridos (entre manifestantes e forças da ordem). E, na fronteira Leste da Ucrânia, foi-se agravando ao longo do mês um foco de preocupações pela concentração de forças militares russas em grande número, falando-se mesmo em preparativos para uma invasão do país a concretizar-se durante o mês de Fevereiro, o que motivou intensas actividades diplomáticas, esperando-se que venham a ter resultados consistentes e pacíficos.

Aí ficam alguns apontamentos do mês que terminou. Estamos já no segundo mês do ano, Fevereiro, o mais curto, o que, no entanto, não obsta a que haja quem nele tenha nascido. É com grande satisfação que daqui enviamos sinceros parabéns aos camaradas

04FEV (1944) Carlos Eduardo Vigoço Saldanha Carreira
13FEV (1945) Francisco José Morgado Castro e Silva
22FEV (1946) Augusto Manuel da Silva e Pinho

Recordamos também os camaradas já falecidos, Henrique Eugénio Claudino Morgado, Luís Gonçalves Marques Bilreiro, Luís Alberto Cristiano de Oliveira e Manuel Amândio Francisco Pina. E, vítimas da COVID19, o José Carlos Alves d’Almeida (falecido a 03FEV2021) e o Joaquim Francisco de Almada Paes de Villas-Boas (falecido a 15FEV2021).








sábado, janeiro 01, 2022

Aniversários de elementos do CR: Janeiro 2022

Precisamente no dia de Natal de 2021, um telescópio de nome "James Webb", o mais poderoso telescópio espacial jamais construído, foi lançado no espaço por um veículo "Ariane",  em direcção a um destino situado a 4 vezes a distância da Terra à Lua, cerca de um milhão e meio de quilómetros. Destina-se a recolher informação relativa à radiação originada pelas primeiras estrelas que surgiram no espaço, emitida aproximadamente há 14 mil milhões de anos, o que se espera que venha a permitir conhecer os segredos desse passado, e também a outras explorações, como aprofundar conhecimentos sobre objectos celestes menos conhecidos ou traços de vida extraterrestre.

Trata-se de um projecto iniciado há 25 anos, e a data inicial de lançamento foi em tempos estabelecida para 2007, depois obviamente revista, bem como o orçamento, inicialmente na casa dos 500 milhões de dólares, que foi revisto para um valor 20 vezes superior. No projecto cooperaram a NASA (National Aeronautics and Space Administration) dos Estados Unidos da América, a CSA (Canadian Space Agency), do Canadá e a ESA (European Space Agency), da União Europeia, o que mostra a capacidade do conhecimento humano não só nas áreas científica e tecnológica, mas também na gestão e coordenação de vastas equipas multidisciplinares, variados sectores económicos e múltiplas nacionalidades.

Por muito grande que seja a capacidade humana, permanece porém (permanecerá sempre?) uma incomensurável ignorância que atrairá a curiosidade, a necessidade de saber mais, de preencher hiatos de conhecimento, de ir mais longe, de explicar melhor o desconhecido. A História mostra-nos, ainda que a traço-ponto, esse passado, a partilha, desejada ou não, do resultado das explorações, de experiências planeadas ou fruto do inesperado: desde o seu aparecimento neste planeta, os humanos exploraram o seu habitat e foram-no descobrindo e usando, não só obtendo dele a energia necessária à eterna luta contra a ameaça do aumento entrópico ou na melhoria das condições de vida, mas também nele depositando os resíduos dessa luta (não existindo outro sítio elegível) no que, de resto, estão bem acompanhados por todos os outros seres vivos. Todos eles, seres vivos, poderão, a esta luz, ser considerados parasitas do nosso planeta ?

Desde que Galileu, no início do século XVII, apontou um telescópio para os céus, a exploração tomou uma nova dimensão, alargando-se para o espaço, para as estrelas, galáxias, planetas, satélites, etc, e o conhecimento humano expandiu-se para novas fronteiras. O telescópio foi - e é - uma ferramenta decisiva nessas novas descobertas, e ao longo dos últimos 4 séculos foi sendo desenvolvido, no afã de capturar a estreita faixa de radiação a que chamamos luz visível, mas também na busca de outros comprimentos de onda que contêm a informação procurada. As perturbações inerentes à prisão na superfície do planeta, que se evidenciaram barreiras ao conhecimento científico, levaram ao envio de telescópios para o espaço, com resultados que encorajam novas iniciativas. O telescópio "James Webb" é um deles, mas qualitativamente diferente, não só pela tecnologia que incorpora ou pela dimensão que exibe, mas pela posição que ocupará no sistema solar e sobretudo pela extraordinária missão que procura cumprir: nada mais nada menos do que descobrir a origem do universo, ou - vá lá - pelo menos dar mais alguns passos com esse objectivo. É na capacidade de captura da radiação infra-vermelha de que é dotado que se confia para ser possível “escutar” as mensagens das estrelas primordiais e “andar para trás no tempo”.

Este lançamento nada mais é que um passo, se bem que decisivo, na busca dessa extraordinária descoberta. O sucesso dependerá ainda da capacidade de ultrapassar 344 momentos de risco, velho companheiro de todas as explorações dos humanos, e provavelmente ainda outros, que, ocultos sob o manto da ignorância do explorador, terão de ser descobertos. Esperamos “apenas” que os ultrapasse.

Em Dezembro a COVID19 continuou a sua trajectória mantendo-se a estatística que contabiliza a incidência numa fase de tal forma ascendente que no fim do mês atingiu valores superiores a qualquer outro momento, e revelando uma tendência preocupante para continuar durante este mês de Janeiro. A vacinação de crianças, os reforços de vacinação previstos e as medidas impostas já dentro do período em que se tinham formulados planos familiares para a época festiva, nomeadamente obrigações relacionadas com a comprovação de vacinação e testes de curta validade, provocaram não só dúvidas e hesitação, mas também reformulação dos mencionados planos. A vacinação, em alguns círculos tão contestada, parece ter sido de grande utilidade, dado que apesar do crescimento da incidência, a carga sobre os serviços hospitalares tem-se mostrado com menor peso específico do que o observado no ano passado, o mesmo se podendo dizer, felizmente, quanto ao número de óbitos. É previsível, como já referimos, que durante este mês a incidência continue a crescer, pelo que lembramos a necessidade de observar prudência e recomendar o não esquecimento da protecção individual.

A 27DEZ tomou posse do cargo  de Chefe do Estado Maior da Armada o Alm Gouveia e Melo, substituindo o Alm Mendes Calado. Recorde-se que a primeira indicação da intenção de proceder a esta modificação teve lugar há cerca de 3 meses, mas não encontrou na altura acordo junto do Presidente da República, no exercício da sua função de Comandante Supremo das Forças Armadas, devido a equívocos. Desejamos ao novo CEMA o maior sucesso no desempenho das suas funções.

Entrámos portanto no novo ano, MMXXII , em pleno Inverno, encontrando-nos face ao velho mês de Janeiro, que deve o nome ao deus da mitologia romana Janus, e que, com duas faces, olha simultaneamente para o passado e para o futuro, transição que parece reduzir o presente a uma insignificância desprezável . É altura de formular votos de Bom Ano a todos vós, e em particular, neste mês, endereçar os parabéns aos dois camaradas que durante o seu decurso celebrarão os respectivos aniversários:

07JAN (1945) Aristides da Costa e Silva
21JAN (1944) José Maria Rodrigues Rica

A ambos um abraço de parabéns.

Recordamos também o António Júlio Monsanto de Campos, nascido a 31JAN45 e falecido a 18DEZ2017 e o Alexandre José dos Santos, nascido a 16JAN1945, que julgamos já falecido, mas cujo registo não consta no Arquivo de Identificação.

terça-feira, dezembro 14, 2021

O Natal, 2021

Eis, de novo connosco, o Natal.

Por entre as azáfamas do dia a dia, para cada um diferentes, um período que desejamos que decorra para todos envolto em felicidade e no calor familiar.

E que o Ano Novo, que já não tardará muito, decorra em paz e harmonia.


Bom Natal
Feliz Ano Novo


quinta-feira, dezembro 02, 2021

Convívio do Natal 2021 cancelado

Embora tivesse sido indicada a abertura de inscrições para o almoço de convívio familiar do Natal, que se previa para o dia 21DEZ, somos agora obrigados a dar por cancelada a iniciativa.

De facto, e de acordo com o que então já preveníamos, a evolução da COVID19 exigiu uma prudente e cuidadosa ponderação da situação, que levou à decisão do cancelamento, embora com profundo lamento.

Logo que seja possível reataremos os convívios, esperando, naturalmente, uma rápida melhoria da situação.


quarta-feira, dezembro 01, 2021

Aniversários de elementos do CR: Dezembro 2021

Novembro foi dominado pela COVID19, verificando-se um aumento consistente da incidência ao longo do mês, fazendo temer um forte agravamento da situação no país, muito embora a taxa de vacinação elevada forneça uma poderosa barreira contra a disseminação da doença. Não sendo a vacina um escudo perfeito na defesa individual contra a doença, não sendo conhecido, com rigor, o período de defesa que garante, tendo surgido novas variantes que se teme que possam acrescentar o risco de contágio, aproximando-se o Inverno e as festividades do Natal e Ano Novo passos largos, não é de admirar o regresso da situação de calamidade e o agravamento de medidas diversas, que para muitos são manifestos exageros, para outros são incompreensíveis e ainda para outros são completamente desnecessárias. Salientamos aqui o programa de reforço da vacinação dirigido às pessoas consideradas mais vulneráveis e não queremos deixar de lembrar a importância da prudência e da protecção individual, já que nada permite concluir que a situação não venha a agravar-se nas semanas mais próximas.

Na sequência da rejeição da proposta do governo para o Orçamento do Estado para 2022, o Presidente da República dissolveu a Assembleia da República a 26, tendo marcado novas eleições para 30 de Janeiro de 2022, data que referiu ser a melhor solução para esclarecimento dos portugueses, tendo em conta os vários factores que é necessário considerar.

No dia 5 realizou-se na Escola Naval, presidida pelo Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, a tradicional sessão solene de abertura do ano lectivo, que contou com a presença do Chefe do Estado Maior da Armada.

No dia 6, sete elementos da guarnição do D. Carlos I, em missão em Cabo Verde, sofreram um acidente quando, de licença, se deslocavam numa viatura na Ilha de S. Antão, a caminho do Tarrafal de Monte Trigo, do qual resultaram ferimentos.

A 8, uma extensa operação lançada pela Polícia Judiciária, referida como a maior do ano corrente, envolvendo militares ou ex-militares portugueses, tomou de surpresa a comunicação social. A operação, que posteriormente se viria a saber já decorrer há cerca de um ano, mas mantida sob segredo de justiça, recebeu a designação de “Miríade” e teve por motivação suspeitas de tráfico de diamantes, ouro e droga que seriam transportados da República Centro Africana para Portugal em aviões militares. Também em investigação, noticiava a comunicação social, estava um alegado esquema de branqueamento de capitais, estendendo-se o negócio ilícito a outros países, o que pode indiciar uma muito mais vasta e envolvida rede ilegal do que o inicialmente admitido.

Como damos conta com mais detalhe em outro artigo, a 25 teve lugar mais uma confraternização deste curso.

E de Dezembro, agora inaugurado, que sabemos? Pouco, já que a nossa bola de cristal anda perdida em local incerto há uma boa porção de anos. Podemos sempre dizer que é o último mês do ano, que inevitavelmente terá lugar o Natal, ainda que provavelmente cercado pela pandemia, e que já temos contacto visual com 2022.

Mas o que nos interessa é que neste Dezembro do ano da graça de 2021 celebrarão o aniversário os seguintes camaradas:

02DEZ (1943) Paulo Guilherme Marques Reynaud da Silva
03DEZ (1943) Gonçalo de Jesus Guerreiro Cordes Valente
04DEZ (1943) Alexandre Cabral de Noronha e Menezes
07DEZ (1944) Fernando Alberto dos Santos Lourenço
19DEZ (1943) Amadeu Cardoso Anaia
19DEZ (1944) Manuel Aníbal Coelho Rebelo Marques
25DEZ (1946) Henrique Alexandre Machado da Silva da Fonseca

A todos, um grande abraço de parabéns!

Não podemos também deixar de lembrar, com saudade, o Rocha da Silva, nascido a 02DEZ1944.

domingo, novembro 28, 2021

Convívio do Curso: Novembro de 2021


 Foi no dia 25 de novembro que se realizou mais um almoço/convívio, no já muito conhecido restaurante " Mar e Grelha", evento que documentamos através das fotografias ao lado.
 
A ementa constou de um cozido à portuguesa, apropriado à época fria que atravessamos e que como das outras vezes estava excelente, graças aos bons ofícios do Pinho.
 
Como sempre, o ambiente foi muito agradável e descontraído, sendo de realçar a presença  do Zé Viegas que foi acompanhado pelo filho Guilherme.
 
Participaram no evento 14 CR mais um acompanhante a saber: R. Duarte, C. Anaia, A. Fidalgo,
Caldeira Santos, S. Pinho, V. Cunha, Reynaud da Silva, S. Henriques, A. Fonseca, V. Carrasco, M. Cortes, A. Viegas, Costa e Silva e C. Roque.
 
O próximo convívio será o "Almoço familiar de Natal" no CMN no dia 21 de dezembro, para o qual já estão abertas as inscrições, se o Covid o permitir.
 
Nota: para melhorar a resolução gráfica, clicar nas fotografias.