04FEV (1944) CARLOS EDUARDO VIGOÇO SALDANHA CARREIRA
05FEV (1944) HENRIQUE EUGÉNIO CLAUDINO MORGADO
13FEV (1945) FRANCISCO JOSÉ MORGADO CASTRO E SILVA
22FEV (1946) AUGUSTO MANUEL DA SILVA E PINHO
28FEV (1944) LUÍS ALBERTO CRISTIANO DE OLIVEIRA
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Aniversários: Fevereiro 2009
segunda-feira, janeiro 26, 2009
JUVENTUDE!
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Recordando: Recordações pessoais (1)
Guardo (ainda e por quanto tempo?) na memória esta cena passada nos primeiros tempos de Escola Naval (EN), anos sessenta, julgo que 64.
Passa-se cerca do meio-dia, na sala de espera para as consultas médicas no Serviço de Saúde da EN. Sala concorrida por cadetes de vários anos (ainda não havia nessa altura a figura de aspirante aluno, nem os correspondentes vencimentos!).
As razões de saúde não seriam muitas, quase tudo gente bem constituída e saudável, mas sobrepunha-se a necessidade duma justificação de falta ou dispensa de alguma aula matinal de educação física ou infantaria, ou mesmo, como ocorria frequentemente, a tentativa de obtenção duma ementa de dieta com os apetecidos bifes. Para outros era a oportunidade de se “baldarem” à formatura geral com revista (e aos riscos inerentes), da hora do almoço, de toda a Companhia de Alunos - assim se designava nos primeiros anos sessenta e não Corpo de Alunos como se veio a chamar poucos anos mais tarde e até hoje - .
Não havia lugar sentado para todos, conversava-se mas não muito alto porque se estava paredes-meias com o consultório médico. Eis que de repente (ainda hoje não se apurou se foi acto premeditado do médico, julgo que o Dr. Miranda, homem afável de cara sardenta que nos terá dado umas aulas de primeiros-socorros), a porta da sala de consulta se abre, mais do que o costume e assim permanece algum tempo. E o que se pôde observar, com a intensa curiosidade de quem esperava com o espírito algo intranquilo? O nosso camarada NT/OC Sousa Pinto, auto-intitulado “Dr. Joel”, de cor entre o verde e o amarelo, fazendo alguns esgares a tentar engolir um tubo de borracha, certamente para recolha de suco-gástrico.
Rapidamente se espalhou que seria um exame obrigatório para quem se fosse queixar de problemas digestivos na pretensão do tal apetecível regime alimentar. E a debandada da sala de espera foi geral, mesmo com sujeição a possíveis consequências.
Nota*: Alcunha inteligente criada pelo próprio para evitar outras, deste filho dum célebre professor do Liceu Normal de Pedro Nunes (Dr. Estevão Pinto, alcunhado nos anos cinquenta de "Alegria nos cemitérios").
domingo, janeiro 18, 2009
Ao serviço activo

Ocupando as instalações do ex-ISNG que partilham com estruturas do MDN, repare-se em pormenor na porta de entrada, e no contraste da vetustidade do portão e dos equipamentos lá montados.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Reconhecimento
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Outros percursos de vida: ABLinhan (3)
(3ª e última parte)
Voltemos a Londres…
De 77 a 79 ganhamos a vida em trabalhos de limpeza (m/mulher numa casa particular, eu num quartel de bombeiros - ao menos estava rodeado de fardas. Mais uma vez…).
De 79 a 92 trabalhei como mordomo na residencia dos embaixadores da Irlanda (a m/mulher como cozinheira). E de 92 ate hoje, como porteiros residentes, na morada que voces - nao sei se todos - conhecem.
Devido aos contactos e conhecimentos que adquirimos, enquanto trabalhamos para os irlandeses, a partir de 95 e ate ha pouco tempo, acumulando com os trabalhos de porteiros, organizamos e preparamos jantares nas casas de alguns adidos militares de varios paises, e de todos os ramos. Refiro-me aos jantares em que eles tem que convidar os seus homologos, ou outros que tais.
Trabalhamos, no que toca a nossa Marinha, para os Comandantes Mendonca, Brites Nunes e Ezequiel. Nunca lhes disse que tinha estado na EN, pois nao queria ficar com a impressao que era tratado em funcao do que tinha feito, mas sim pelo que estava fazendo. No entanto, desconfiei que a m/mulher - nao podemos confiar nelas, como sabem - passou esta informacao a mulher do B. Nunes (Ze).
Caso queiram anotar nas respectivas fichas pessoais, poderao ali escrever que ficamos com boa impressao deles, e respectivas familias. Faco votos para que isto venha a contribuir para futuras promocoes…
Actualmente ja nao fazemos este tipo de trabalho.
Em principio, em Abr. 09, estaremos reformados. Pensamos por aqui ficar. Compramos recentemente casa em Londres, a qual iremos habitar logo que nos reformemos. Na altura informarei sobre a nova morada e telefone.
Apesar de em Evora termos uma pequena casa - funciona como reserva - ha ja alguns anos que nao vamos a Portugal. Isto porque, no geral, gozamos as ferias noutro paises. Acabamos por gastar o mesmo, ou menos, e vamos conhecendo outras paragens.
Depois de reformados temos planos para passarmos alguns periodos em Portugal e, nessa altura, terei muito gosto em me encontrar convosco. Quero ver como envelheceram…
Se me perguntarem se gostei do percurso que tive/tenho, a resposta mais precisa que posso dar e que nao foi bom, nem mau. Antes pelo contrario…
A partir de 77, o tempo das escolhas deixou de existir. Contudo, subrevivi e ainda mexo, embora, por vezes, um pouco cansado - fisica e intelectualmente. E isto, claro, nao e fruto apenas do percurso. O que nos rodeia tambem deixa marcas.
Um grande abraco para todos vos, acompanhado de votos para que estejam, assim como as vossas familias, numa boa.
PS- Claro, quando vier a ser nomeado Min. da Defesa (ja estavam esquecidos ?), passarei a residir em Lx.
E, no referente a esta materia, espero que entrem em conta que me familiarizei com a diplomacia enquanto trabalhei para os embaixadores irlandeses (4), e que convivi de perto (ate ia a casa deles) com varios adidos militares. Right ?
(Fim da 3ª e última parte)
Finalmente...
Tenho sido um visitante assíduo deste blogue e espero, a partir de agora, poder dar a minha modesta contribuição.
Carlos Carrasco
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Encontros mensais do CR: Almoço 08JAN2009
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Presentes e registados para a posteridade, quatorze: ACAnaia, ACostaeSilva, ASPinho, AVitorinoDias, CCarrasco, FSOliveira, JVBoas, MCortes, MdeSá, PLencastre, PReynaud, RLeite, RMSousa, SHenriques
Ausentes e justificados, treze, conforme lista enviada ao Comte Abel.
Ementa de bacalhau assado com açorda/migas e batata a murro, com uma excepção justificada com atestado, em mesa posta na sala do andar superior. Umas dobradas para alguns a rematar e em reforço.
Uma admoestação ao PRoberto, no CMN a almoçar em baixo sem o patrão Belmiro, que não se dignou apresentar cumprimentos aos camaradas.
Foto JVB 08012009
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Outros percursos de vida: ABLinhan (2)
(continuação - 2ª parte)
Quando passei a disponibilidade -1973 e ja casado- porque a m/mulher tinha aqui familia, vim para Londres com o intuito de conhecer algo diferente (na altura muito diferente) e melhorar o meu ingles. Trabalhei como porteiro (residente) num predio. Em Agosto/74, entusiasmado com o que tinha acontecido em Abril, voltei a Portugal. Entusiasmado, repito.
Porque tinha alguns contactos no movimento sindical e porque queria ajudar a Revolucao - aqueles ideais ligados ao 25 de Abril, dos quais muito poucos foram alcancados - comecei por trabalhar no Sindicato do Trab. de Escritorio de Lx. Primeiro na Informacao, mais tarde no apoio a Delegados Sind.. Pouco tempo depois passei para a Uniao dos Sind. de Lx, onde fui adjunto da Direccao.
Como devem calcular este foi um periodo quente, confuso e interessante, o qual me motivou. Das poucas vezes que me senti realmente motivado (navegava-se por mares nunca dantes navegado - ou la perto…).
Contudo esta motivacao, por vezes cruzou-se com um certo desanimo por constactar que o processo nao avancava como idealizara ou, em alguns casos, estava a ser mal conduzido. Olhando par traz, acredito que tudo aquilo ate foi normal, se tivermos em conta a falta de formacao civica, sindical e politica, da maior parte da populacao. Incluo aqui os que, como eu, sonhavam…
Entretanto Aristides Van-Dunan, o qual trabalhou com a m/mulher na Secil (Luanda) e que era em 1976 dirigente sindical na Cent. Sind. de Angola, convidou-nos para voltarmos a Luanda. A m/mulher que trabalhava no Depart. Internacional da Intersindical, iria para a Cent. Sind. de Angola. Eu iria para a Petrogal (creio ser este o nome da Comp. de Petroleos).
Estava planeado que iriamos em meados de 77 e, como tal, decidimos voltar a Londres em Fev.77, para estar algum tempo com a familia da m/mulher,
Entretanto as coisas em Angola, como sabem, complicaram-se. O Aristides foi preso, e quem estava ao corrente do que se passava em Luanda, dizia que o melhor seria nao ir. Com o passar do tempo concluimos que, muito provavelmente, fizemos bem em nao ter ido, principalmente porque nessa altura tinhamos uma filha com menos de 2 anos.
Consequencia disto : estavamos em Londres e sabiamos que voltar para Portugal em 77 (o ambiente ainda estava muito quente…) tendo, no passado recente, trabalhado no mov. sindical, nao nos iria dar qualquer oportunidade de conseguir um emprego fora dos sindicatos. E como sentiamos que nao deveriamos voltar para estes, pouco depois de ter pedido a demissao, nao nos restava outra alternativa senao ficar por aqui na esperanca de que, duma forma ,ou doutra, nos iriamos desenrascar. Passados 32 anos, essa esperanca mantem-se viva .
Claro, depois de ver que o Mourinho conseguiu isto num espaco de tempo muito curto, sinto-me frustrado. Tal como o Santana Lopes se sentiu, no dia em que abandonou a muito falada entrevista que foi interrompida. Penso eu …
Na altura Portugal ainda nao estava no Mercado Comum e, portanto, as hipoteses de conseguirmos um trabalho de acordo com as nossas habilitacoes, eram nulas. As leis daqui impediam que tal acontecesse. E, na parte que me tocava, os conhecimentos da lingua inglesa, tambem nao ajudava.
Mas antes de indicar o que por aqui temos feito, acrescentarei que, recordando a experiencia sindical, o que talvez mais me marcou, foi o facto de me ter apercebido que as posicoes da grande parte dos sindicalistas e do patronato, em muitos casos, se aproximavam de extremos inaceitaveis. Excessos proprios de uma revolucao, segundo consta nos livros.
Uns queriam conquistar depressa demais - o Gen. Costa Gomes referenciou isto- o que lhes tinha sido, injustamente, recusado. Os outros queriam, a todo o custo, manter os previlegios imerecidos. Pelo meio, creio, a maioria andava baralhada, sem saber quem seguir.
(Fim da 2ª parte - continua)terça-feira, janeiro 06, 2009
Encontros mensais do CR- Almoço 08JAN2009
segunda-feira, janeiro 05, 2009
Outros percursos de vida: ABLinhan (1)
Do ABLinhan, recebemos a sua história resumida, antes do almoço do passado dia 18 de Novembro de 2008, para que o poupassem a ter que a repetir vezes sem conta.
Ex-Camaradas da Marinha; Camaradas da Vida,
Acredito que alguns de voces estarao interessados (curiosos?) em saber por onde andei, e ando, desde que sai da EN (corrido? Seja como for, creio que a Marinha ganhou com a minha baixa. Nao me sentia motivado…). Ate hoje, apenas o Morgado manifestou interesse em o saber. Os restantes “comem” por tabela …
Por outro lado, como prevejo que me irei encontrar convosco no futuro, tambem estou interessado em passar esta informacao. Isto para evitar que, nesse encontro, passe o tempo a repetir o mesmo assunto. Seria causativo e nada interessante, pelo menos para mim.
Tendo em conta que estou escrevendo em teclado ingles, terao que ser voces a colocar os acentos. Ta? E ja agora a corrigir algum erro (o sacana do meu computador ainda nao aprendeu portugues e, o que ainda e pior, o Socrates, que tantos ja disttribuiu, ainda nao se lembrou de mim …).
Quando sai da EN (1965), poucos meses depois estava em Mafra (Exercito) frequentando a primeira fase do Curso de Ofic. Milicianos (3 meses).De seguida fui para a Ota (Forca Aerea) onde completei o Curso de Abastecimento (6 meses). Terminado este fui colocado em Alverca, no Deposito de Material da F.A. Passados, creio, 10 meses, ja estava em Luanda: primeiro no Batalhãode Paraquedistas (para quem conheceu, junto ao Quartel de Fuzileiros, local que visitei algumas vezes) e mais tarde no Dep. de Mat. da F.A de Luanda.
Para alem de ter cumprido o tempo obrigatorio, ofereci-me para ali ficar mais algum tempo. Estavamos em Luanda …
Muitas vezes pergunto a mim mesmo se com este passado (quantos portugueses conhecem que teham passado pelos 3 Ramos das FA ?!), nao deveria ser eu o Ministro da Defesa ? Como acredito que voces tem peso nestas decisoes, estou convencido que, depois de lerem o que acabo de escrever, irao dar um empurrao. Fico a aguardar. Ansioso…
sexta-feira, janeiro 02, 2009
A potenciais colaboradores do Blogue
A Gente de que eu gosto
Gosto de gente que vibra, que não precisa empurrar, que não precisa dizer-lhe que faça as coisas, mas que sabe o que tem que fazer e que faz.
Mário Benedetti
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