Nas Fragatas "Corte Real" e "Diogo Cão" fizemos duas viagens de instrução:
Em 1966 e 1967, no 3º e 4º anos da EN.
Se a memória não nos atraiçoa, a primeira de cerca de um mês e meio à Madeira , Cabo Verde (S. Vicente) e Guiné (Bissau), sendo comandantes Pinheiro de Azevedo e Peixoto Correia, este o mais antigo, recebido em Bissau de forma muito efusiva por ali ter sido anteriormente Governador. A segunda à Madeira e a Setúbal, já com outros comandantes.
Em 1966 e 1967, no 3º e 4º anos da EN.
Se a memória não nos atraiçoa, a primeira de cerca de um mês e meio à Madeira , Cabo Verde (S. Vicente) e Guiné (Bissau), sendo comandantes Pinheiro de Azevedo e Peixoto Correia, este o mais antigo, recebido em Bissau de forma muito efusiva por ali ter sido anteriormente Governador. A segunda à Madeira e a Setúbal, já com outros comandantes.

Desenho gentilmente cedido por Luís Filipe Silva, de sua autoria.
CORTE REAL ex. Mc Coy Reynolds F 334 ex. DE 440
DIOGO CÃO ex. Formoe F 333 ex. DE 509
Antigos destroyers de escolta americanos , foram construídos em 1944 e pertenciam à classe JOHN C. BUTTLER.
Foram cedidos por empréstimo à M.G.P. em 1957, sendo abatidos em 1968.
DESLOCAMENTO | 2 100 t |
DIMENSÕES | 93,3 * 11,2 * 3,4 metros |
ARMAMENTO | 2 peças de 127 mm; 3 peças duplas e 1 quádrupla de 40 mm; 2 OURIÇOS A/S ; 8 morteiros e 2 calhas lança bombas de profundidade. |
PROPULSÃO | 2 turbinas a vapor de 12 000 s.h.p. - 1 veio = 24 nós |
SENSORES | RADARES: aviso aéreo SPU; aviso de superfície SPS 12; controle de tiro AN/SPG 34 |
SONAR | QCU 2 |
GUARNIÇÃO | 216 homens |
3 comentários:
Recordo um "porradão" que apanhamos no transito Cabo Verde - Madeira, e do inesquecivel cheiro a bacalhau, vindo dum paiol, por baixo da nossa coberta, a ré, o que fez enjoar o BVentura (?).
A primeira vêz que entrei numa das fragatas desta classe, lembro-me do chão da cozinha que literalmente mexia. Afinal eram só baratas...
Luis Filipe Silva
Também me recordo de na viagem do 4º ano, em Setúbal, se ter passado o seguinte e que constituiu a minha dormida mais cara de sempre: Tínhamos saído de licença para terra e já não podemos regressar a bordo devido ao mau tempo. Os navios (as duas fragatas) saíram para o mar e recebemos indicações de que seriamos recolhidos na manhã seguinte. A única solução e remexidos todos os bolsos à procura dos poucos escudos que então transportados, feita a colecta entre os que se encontravam nessa situação fomos conversar com a recepção do hotel mais próximo e conseguimos uma dormida em quartos para três que daria direito a pequeno almoço. Já preparados para dormir com peças de roupa do uniforme que vestíamos, ainda não teriam passado 10 minutos e recebemos um telefonema da mesma recepção informando que se tinha dado uma melhoria de tempo e as fragatas voltavam a entrar para nos recolher de imediato. Já com as camas desfeitas, não houve qualquer hipótese como uns chegaram a pensar, de recuperar algum do dinheiro do pagamento efectuado.
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