domingo, agosto 08, 2010

ELO SOCIAL

A Elo Social – Associação para a Integração e Apoio ao Deficiente Jovem e Adulto, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, considerada Pessoa Colectiva de Utilidade Pública, vocacionada para o apoio às pessoas portadoras de deficiência mental, nos vectores de formação, emprego, apoio ocupacional e apoio residencial, tendo como grande objectivo promover a sua integração social e profissional.

Fundada a 24 de Outubro de 1983, a Associação, com o apoio do Estado e os apoios mais diversificados da sociedade civil, conseguiu edificar um conjunto de estruturas onde, actualmente, são apoiadas 105 pessoas, com deficiência de nível ligeiro, moderado, severo e profundo, nas respostas sociais de: Centro de Actividades Ocupacionais (CAO), Centro de Emprego Protegido (CEP) e Lar Residencial (SAR).
Perguntarão a que propósito vem esta informação retirada do Site/Sítio http://www.elosocial.org/entrada.php ?

Apenas para vos dar a conhecer que o projecto de arquitectura destas instalações, já com largos anos, é da autoria do nosso camarada CR LCOliveira

Fotos de 18052010 de JPVB


quinta-feira, agosto 05, 2010

CR's noutros blogues

Quem quiser ver o nosso camarada ASP sem ter que se deslocar à margem Sul, nomeadamente à Aroeira, pode ir a http://alvarescabral69-71.blogspot.com
Não ao vivo mas em foto passe 2008.
E não foi o único CR nesse navio.

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terça-feira, agosto 03, 2010

Viagem no NE "SAGRES", de 03 a 10 de Agosto de 1965


Dias 3 a 10 de Agosto de 1965, terça-feira

Foi este o período do trânsito para os Açores, grupo ocidental.

A semana decorreu rotineiramente, sem percalços ou episódios de mau tempo. Em paralelo com a actividade de quartos, fomos mandados fazer trabalhos sobre temas que individualmente nos deram; a mim coube elaborar a partir de um artigo de um oficial fuzileiro do US Marine Corps sobre a guerra de guerrilhas (claro que a sólida experiência que obtive com a actividade operacional recente foi a chave para o sucesso do meu trabalho…).

Muita navegação, sempre (com o GPS avariado toda a viagem, foi, e bem, à antiga portuguesa), ele eram as cartas de tempo, a determinação dos erros da giro * , ainda o azimutar das estrelas, etc.

Também por esta altura o nosso ten. RP deu-nos instrução de Radiogoniometria (coisa muito avançada para o tempo…).

Quem, durante estes dias, fez os quartos das 12h00m às 16h00m, tinha, inerente, o encargo de cifrar o PIM, com a HG 1, o que não era fácil.

Talvez por aversão congénita às armas (sim, sempre fui muito mais dos do make love, not war) consegui adiar para a semana seguinte o exame de Armamento: lá pedi aos MP e FS, aceitaram, nem sei como.

As aulas lá iam decorrendo algo penosamente, suavizadas pela qualidade e interesse das do RP; as revistas de L.A., ao navio, também ajudavam a quebrar a rotina.

Os fumadores, horda liderada pelo AA e na qual eu, então, me incluía, lá tinham que ir pedir autorização ao ten. CJ para comprar os respectivos pacotes; fumava nessa altura Kent e Saratoga…

Está previsto avistarmos terra na madrugada/manhã de 11 de Agosto.

Nota*: Atenção, para o pessoal de “certas” classes: não era o erro que era giro, era o erro da giro - espero que tenham percebido.


Colaboração do FSLourenço


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segunda-feira, agosto 02, 2010

ERA UMA VEZ UM .....

Era uma vez um ........ a que chamavam chefe.
O chefe entendeu que os seus subordinados estavam doentes.
Principalmente um, o mais velho e muito glorioso e que vestia de côr do mar.
Então o chefe pediu que se arranjasse cura para os males que ele nem sequer imaginava quais fossem, mas eram males e pronto, não se falaria mais nisso. Afinal ele era o chefe, e de males e curas era ele que deveria saber.
O chefe mandou que fossem ouvidos médicos experientes e sabedores das doenças nenhumas, os quais mandaram que se fizessem exames mais que muitos.
Os resultados chegaram e diziam que era preciso estudarem bem os supostos doentes, e de entre eles, principalmente aquele que vestia de côr de mar, antes de recomendarem a terapia a seguir.
O chefe não gostou, e ouviu então a opinião do bruxo mor do reino, que lhe recomendou acção rápida e imediata.
E assim se fará, cirurgia imediata, não se sabe bem a quê, mas temos que operar porque eu mando, e mando porque sou o chefe.
E o resultado foi mau, mesmo muito mau.
Todos os subordinados ficaram realmente doentes e o que vestia de côr de mar, morreu.
Assassinado.

Viagem no NE "SAGRES", 02 de Agosto de 1965

Dia 2 de Agosto de 1965, segunda-feira

Chegou, assim, coincidindo com o início do último mês de viagem, o dia da partida para os Açores. Faina às 10h30m, alguma gente no cais, despedidas longe do calor com sotaque. A seguir à saída, levei, eu, o SC e o SJ, com um quarto à máquina. Depois, reiniciou-se a rotina que nos irá acompanhar durante quase 10 dias e que irá permitir, não só meditar e reflectir, isto seguindo nas águas do Irmão SP, mas também pôr as leituras em dia.


Colaboração do FSLourenço


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sábado, julho 31, 2010

Viagem no NE "SAGRES", 31 de Julho e 01 de Agosto de 1965

Dias 31 de Julho e 1 de Agosto de 1965, sábado/domingo

Estes foram os últimos dias em Cabo Verde. No sábado, pela primeira e única vez durante a viagem, não houve alvorada; a maior parte dos CR´s passou muito desse dia a bordo, a lamber as feridas da “esfrega” dos dias anteriores. No meu caso, ainda saí para, com dificuldade, tratar de uns últimos assuntos e ir ao Correio; quando voltei, baldei-me ao jantar e respectiva bicha; resultado: de novo pró livro.

No domingo, as despedidas da praia, hoje havia mais movimento no Mindelo, porque chegou, de Lisboa, o N/T Manuel Alfredo. Passei, já à noite, por um arraial, no Castilho (?) e também pelo baile do Grémio: ambos muito para o fraco.

O oficial de serviço, o ten. VC, divertiu-se a chagar alguns CR´s, entre eles eu, claro, aquando do regresso a bordo, neste dia até à 1 da manhã.


Colaboração do FSLourenço


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sexta-feira, julho 30, 2010

Aniversários: Agosto de 2010

Completam mais um ano neste mês de Agosto os seguintes camaradas. do CR A todos os nossos parabéns.


AUGUSTO JORGE DOS SANTOS LACERDA FERREIRA 01AGO1943

ANTÓNIO CARLOS REBELO DUARTE 03AGO1946

JOÃO CARLOS PINA CORREIA MARQUES 11AGO1945

JOSÉ ARMANDO RODRIGUES LEITE 16AGO43

ANTÓNIO MARIA CATARINO DA SILVA 25AGO44

Viagem no NE "SAGRES", 30 de Julho de 1965


Dia 30 de Julho de 1965, sexta-feira

“Acordei”, se é que cheguei a dormir, às 04h30m e às 05h00m a minha secção foi mandada reabastecer de água, tendo a 1ª ido buscar munições, em locais na mesma área, distante do acampamento e junto à estrada mais próxima (por esta altura, o comunicativo implorava a todos que trocassem com ele, mediante chorudas contrapartidas: ninguém aceitou). Cumprimos um percurso terrível (onde encontrámos cabras a comer papel, que era o que havia…) porque o nosso chefe de secção, o CF (CF) entendeu que devíamos seguir uma grande curva para fugir aos terroristas, ficámos quase estourados logo no começo do dia.

Chegados ao local e antes do jeep, vindo do navio, aparecer com o abastecimento, aproveitámos uma camioneta da Câmara Municipal que estava perto, com água e atestámo-nos.

Também por ali estavam, com o mesmo objectivo, os turras, com os quais confraternizámos (portanto, se alguém pensa que foi o Solnado quem, mais tarde, inventou aqueles episódios da guerra, está muito enganado; fomos os pioneiros em bom relacionamento durante o conflito)…

Partimos então de regresso ao acampamento, mas em breve reconhecemos ser impossível a secção conseguir transportar tudo naquela distância; assim, o RD e o MC (AJ) foram à frente pedir reforços, que demoraram uma eternidade, pelo que só chegámos ao acampamento por volta das 2 da tarde, mais mortos que vivos.

Após um curto descanso, fizemos tiro de G3, foi agradável e motivante, pela novidade.

Saímos, por secções, de regresso à Sagres, a partir das 18h30m e já chegámos às primeiras montanhas de noite; nem sei muito bem como consegui chegar à estrada, por volta das 22h00m, não sem antes ter aproveitado água de um poço (charco?) onde várias coisas boiavam…

Apanhei, então, com outros, boleia do jeep, que tinha avançado à nossa procura, chegámos a bordo totalmente exauridos, bebemos, apesar dos avisos do EP, uns litros largos de água, o que teve algumas consequências desagradáveis.

Finalmente o beliche, onde não se conseguia estar bem em qualquer posição.


Colaboração do FSLourenço


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quinta-feira, julho 29, 2010

Ordem de operações

Decorridos agora 45 anos sobre a perigosa e altamente secreta operação militar que o curso CR executou na ilha de S. Vicente, e seguindo o exemplo de um certo site que recentemente publicou documentos também secretos sobre a guerra no Afeganistão, atrevo-me a tornar finalmente pública a Ordem de Operações que orientou a actividade de guerrilha e contra-guerrilha deste conjunto de jovens e aguerridos militares que, altamente treinados, passaram dois inesquecíveis e sequiosos dias entre penhascos, pedregulhos, virilhas assadas, desfalecimentos, etc, comandados por HG (símbolo químico do Mercúrio, deus romano da eloquência e do comércio).








Últimas imagens da 2ª esquadra da 2ª Secção das Forças da Ordem, antes de vir a ser flagelada e dizimada logo durante a primeira emboscada feita pelas forças da guerrilha junto ao cemitério local (cena aliás que ficou marcada pelo lamentável incidente da banana...).





Viagem no NE "SAGRES", 29 de Julho de 1965

Dia 29 de Julho de 1965, 5ª feira
Chegou finalmente o dia da “guerra”. Alvorada à hora normal, pequeno almoço em acelerado.
A estrutura do exercício era, em linhas gerais, a seguinte:
- Grupo de terroristas, constituído pelos 1º e 2º grupos, chefiado pelo sarg. Aires;
- Grupo de forças da ordem, formado pelos restantes elementos (ao qual eu pertencia);
- Grupo de Comando, chefiado pelo Comandante das Forças da Ordem (Ten. HG), integrando 3 CR´s.
O grupo de terroristas, muito menor do que o outro, ia muito mais bem equipado, mais leve, botinha de lona, verdadeiros profissionais da guerrilha; a tropa macaca (com o seguinte equipamento: espingarda Mauser, carregadores-2, equipamento Mils, sabre - baioneta, mochila, bornal e cantil) ia sabe Deus como -eu, por exemplo e julgo que todos os outros, fui com o sapatinho do serviço interno que me rebentou os pés ainda no dealbar.
Ficou também a marcar esta actividade, para as décadas que se seguiram, a reunião de preparação que se realizou na véspera e na qual se escolheram os CR´s para determinadas funções específicas; quando chegou o momento de nomear o operacional das Comunicações (que, supostamente, levaria menos carga que os outros) e como para alguns o universo dos equipamentos portáteis se resumia aos PRC´s do tamanho daquele rádio que alguém vendeu (sem miolo) ao AP, logo se perfilou um “mouse” (quem terá sido?)a voluntariar-se para a função, escapando assim, pensava ele, à barra pesada dos restantes infelizes das forças da ordem; quando recebeu um TR 28 e respectivos acessórios, logo percebeu que, desta vez, as coisas não lhe tinham corrido bem.
Como abastecimento para os 2 dias, cada um levou 2 rações de emergência, 2 peros, 2 bananas, 2 pacotes de bolacha, 2 cubos de queijo e 4 de marmelada, além de 1 cantil de água.
Os terroristas saíram, então, por volta das 08h00m; as forças regulares, às 10h00m.
Logo à saída, após passar o cemitério, fomos atacados numa emboscada, bem feita, por sinal; claro que nos atirámos para o chão, em reacção de auto-defesa. Lembro-me de, nessa altura, ter sentido uma humidade anormal numa das pernas, o que me levou a concluir que a adrenalina devia provocar esta estranha secreção. Afinal, pouco depois, desfiz totalmente esse raciocínio quando constatei que, em vez da adrenalina, tinha sido uma das bananas, inadvertidamente metida no bolso errado do fato de combate, a provocar aquela sensação, depois de esmagada aquando da reacção ao ataque; escusado será dizer que este incómodo me acompanhou no resto da jornada.
Continuando o deslocamento, parámos apenas para almoçar; fomos, aí, novamente atacados. Por fim, lá conseguimos continuar a progressão até ao destino final desse dia, na Ponta da Calheta Grande; chegámos à praia às 17h00m (fomos autorizados a tomar banho, o pior que podíamos ter feito, percebemos algum tempo depois, quando secámos) e instalámos o acampamento mais acima, cerca do pôr do sol. O dispositivo de segurança então montado incluiu 3 sentinelas e 3 guarda-costas, que não foram suficientes para impedir novo ataque, durante a noite, desta vez também com granadas. Aliás, a propósito de armamento, refiro que os turras fizeram sempre fogo real e nós só tínhamos 2 cartuchos cada um, bala simulada.

Colaboração do FSLourenço

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quarta-feira, julho 28, 2010

Visual do Blogue CR

Neste mês de Julho decidimos alterar a imagem deste nosso blogue, que como se lembram tinha o aspecto que reproduzimos.
Pensámos em várias soluções, preocupando-nos especialmente a imagem do início, a acompanhar o título do blogue. A título de exemplo: uma fotografia da EN do nosso tempo que teremos algures mas não conseguimos localizar, ou a Pedra de Dighton da qual só conseguimos fotos com insuficiente definição, uma foto do CR mas que nunca mostra todos os membros do Curso, os de raiz, os que aderiram mais tarde.
A que agora utilizámos, com imediata conotação com a pesca, procurou não só o aspecto estético, mas também o simbolismo da rede, objectivo que todos, ou uns mais do que outros, procuramos.
Venham então as críticas, mas com sugestões construtivas.

Passeios de fim-de-semana

O nosso repórter X, que há muito não enviava notícias (queixou-se que ninguém lhe pagava!), enviou-nos por pombo correio esta foto tirada nas imediações de Constância.

No texto que enviou junto, com muitas letras k que ele diz se usam muito nestas missivas e alguns erros que ele atribui a dificuldades de cumprimento do novo acordo ortográfico, garantiu-nos que o elemento sentado e de costas pertence ao CR.
Ainda tentámos identificá-lo pela matrícula da caravana, mas não conseguimos, apurando apenas que a mesma pertence a um indivíduo bastante jovem da geração a seguir à nossa, moreno, arquitecto de profissão, o que não nos deu qualquer pista.