terça-feira, março 01, 2022

Aniversários de elementos do CR: Março 2022

Na madrugada de 24 de Fevereiro forças militares russas desencadearam a invasão da Ucrânia. Após uma concentração em grande número e dispostas ao longo das fronteiras da Ucrânia com a Rússia e com a Bielorússia (que se mostrou colaborante), após insistentes desmentidos quanto à intenção de invasão que se escudavam na realização de exercícios, apesar de numerosas e intensas iniciativas diplomáticas, eis o desenlace, o desencadear de uma guerra procurando dominar pela força um país independente.

Trata-se de um acontecimento que trará provavelmente modificações profundas nas orientações de muitos responsáveis europeus cujos países integram a União Europeia ou a OTAN - já que mais próximos do conflito em curso e do seu significado - mas também em outras regiões, dado o relacionamento internacional que, em inúmeras áreas, forma a globalização. Após desencadeado o ataque, os responsáveis russos mantêm um discurso de onde se pode inferir que não limitem os seus objectivos à Ucrânia, incluindo mesmo a gravíssima ameaça do recurso à capacidade nuclear militar de que dispõem. Há quem esteja convencido de que voltará ou já voltou a guerra fria, mas a guerra (simplesmente) está em curso e não parece que tenda a arrefecer.

Por agora os combates mantêm-se e a destruição, a morte, o desespero, os actos heróicos, o sofrimento generalizado das populações, as ondas de refugiados com tudo o que tal implica, voltaram a esta nossa Europa. É indubitável que se encontram traços semelhantes ao que se passou no século passado e, conhecendo-se a história, não é fácil manter a tranquilidade.

A Ucrânia mantém uma posição combativa que parece oferecer significativas dificuldades ao invasor nestes primeiros dias de um conflito que se pode prolongar no tempo, o que tem motivado surpresa em diversos observadores, dada a diferença de capacidade militar de que padece frente ao poderio inimigo, tendo mesmo obtido a realização de um encontro para conversações, realizado a 28Fev, do qual não parece que tenha resultado algo de concreto, a não ser a possibilidade de um segundo encontro, mas que não deixa de ser importante.

A União Europeia reagiu, na frente diplomática, sem conseguir desviar a Rússia dos planos que já tinha traçados, e depois do início da agressão, pela aplicação de sanções económicas, financeiras e restrições no uso do espaço aéreo, cujo resultado não será efectivo a curto prazo, mas que poderá constituir uma barreira, no futuro, às intenções belicistas da Rússia, implicando provavelmente reflexos significativamente negativos. Numa perspectiva talvez mais imediata também foi anunciado o financiamento da aquisição de armamento destinado às forças ucranianas, uma novidade no seio da União.

De muitas origens, em todo o mundo, têm sido noticiadas posições e acções que revelam, no geral, mas com excepções, uma posição reprobatória da invasão. Não é, naturalmente, possível prever como irá evoluir o conflito ou que consequências dele resultarão, quer no curto quer no longo prazo. Qualquer que seja o desenlace final, porém, o prejuízo é certo; o que permanecerá imprevisível é a sua dimensão e extensão.

Em Portugal, no princípio do mês de Fevereiro, e na sequência das eleições legislativas de 30 de Janeiro, verificou-se a existência de irregularidades no apuramento de votos do círculo da Europa, tendo sido determinada, pelo Tribunal Constitucional, a sua repetição, inviabilizando todo o planeamento referente à entrada em funções da Assembleia da República e do novo Governo, esperando-se que a situação fique regularizada nos finais deste mês de Março. As consequências estender-se-ão bem para além desta data, dada a modificação radical das condições existentes, se comparada com as que prevaleciam no final do ano passado.

A 23 de Fevereiro foi com grande consternação que tomámos conhecimento do falecimento do nosso Camarada Azevedo Coutinho, aqui renovando as condolências à sua Família, Amigos e Camaradas.

Neste mês de Março celebrarão o aniversário os seguintes membros do CR, aos quais daqui enviamos os parabéns:

07MAR (1944) Francisco Ferreira Baptista
09MAR (1945) José dos Santos Jorge
12MAR (1943) António José Valadas Borrego Linhan
24MAR (1944) Zenóbio José Roque Cavaco

Recordamos os camaradas já falecidos, António Dias Ferreira (em 04MAR2012), e Fernando Sanches de Oliveira (nascido a 25MAR).


quarta-feira, fevereiro 23, 2022

João Furtado de Azevedo Coutinho

É com muito pesar que damos a conhecer o falecimento, hoje ocorrido, do nosso Camarada e amigo Azevedo Coutinho, de cuja companhia sentiremos muita falta.

Sentidas condolências à sua Família, Amigos e Camaradas.

terça-feira, fevereiro 01, 2022

Aniversários de elementos do CR: Fevereiro 2022

Ainda 2022 não tinha dado volta à faina depois de chegar às nossas vidas, piratas informáticos atacaram as máquinas servidoras do Grupo Impresa, no qual se incluem, entre outros, o semanário Expresso e o canal de televisão SIC, com consequências operacionais graves e provavelmente levando a custos financeiros elevados. E, em meados de Janeiro, outro ataque atingiu os serviços na Ucrânia, provocando a paralisação de cerca de 70% das páginas governamentais. Poucos dias depois, foi a vez do Comíté Internacional da Cruz Vermelha, Genebra, ver comprometidos dados  de mais de 515 mil de pessoas vulneráveis (famílias separadas por conflitos, migrações ou desastres, desaparecimentos ou detenção), e o colapso de sistemas associados, o que motivou um apelo da organização no sentido de os atacantes fazerem a “coisa certa” (o que não deixa de ter o seu lado comovente).

Apenas mais 3 episódios (porque houve mais) de uma já longa lista de eventos hostis tendo como alvo redes informáticas e sistemas de informação, diversos pretextos e variados objectivos, cuja frequência segue a par com o avanço tecnológico que tem marcado o recurso das sociedades aos meios informáticos. As tecnologias da informação, disponibilizando capacidades ímpares, foram adoptadas por todas as áreas de actividade sem excepção, e estão na base de inequívocas vantagens de toda a natureza, sendo mesmo, em geral, consideradas necessárias ao desenvolvimento das sociedades, (o que se traduz, por exemplo, na perseguição da digitalização incluída em planos de desenvolvimento ou reconversão), protagonizam uma revolução e estão já (pelo menos em parte) enraizadas e numa evolução de velocidade assinalável, quer em termos técnicos quer em termos da amplitude de aplicação.

As tecnologias da informação entrelaçam-se hoje com as actividades das sociedades e tornaram-se imprescindíveis ao seu funcionamento, abrangendo todos os níveis, isto é, desde o individual até aos grandes sistemas sociais, quer privados quer estatais, quer de conveniência, fundamentais, estratégicos ou políticos; suportam todos os tipos de intenções, sejam boas ou enganadoras, agressivas, amigas ou hostis, úteis ou prejudiciais, só para citar alguns exemplos; e envolvem dados cujo valor vai desde o das mentiras até ao excepcional. Apesar de inegáveis vantagens, estão presentes, também, riscos que não podem ser escamoteados.

Os dados (aqui entendidos de forma geral e de todas as categorias, independentemente de significado, valor ou destino), estão vulneráveis e não só por razão de acções hostis, mas também, e por exemplo, de falhas do material, erros humanos, desastres, acontecimentos inesperados, defeitos de programação, instalação, configuração, actualização ou de gestão dos sistemas. A vulnerabilidade é tão extensa, variada e complexa que originou um ramo especializado na área das tecnologias da informação que designamos por cibersegurança.
O conceito de Cibersegurança, ao longo dos tempos, até motivado pela própria noção de transformação digital, tem sido alvo de diversas interpretações. Se pode ser entendido como o conjunto de medidas e ações necessárias para prevenir, monitorizar, detetar, analisar e corrigir redes e sistemas de informação face às ameaças a que estão expostos, tentando manter um estado de segurança desejado e garantir a confidencialidade, integridade, disponibilidade e não repúdio da informação, pode, por outro lado, ser definido como o sentimento de segurança percecionado pelas pessoas quando usam a Internet e as tecnologias digitais.
(Conforme o Centro Nacional de Cibersegurança, CNCS)
As características da cibersegurança (também, naturalmente, extensas, variadas e complexas) originaram o aparecimento de especialistas e investigadores em cada uma das áreas técnicas em que se pode decompor, formando mercado florescente. Numa estimativa recente, o negócio da cibersegurança andaria próximo, em 2021, dos 200 mil mega-euros em todo o mundo e o impacto do cibercrime atingiria uns 3 biliões de euros no mesmo ano, embora haja que suspeitar da existência de incidentes não conhecidos, e por consequência armazenamento de dados em parte incerta - prontos a usar em oportunidade a definir pelo atacante ou por quem os tenha a ele adquirido.

Claro que as tecnologias da informação criaram, continuam a criar e a aperfeiçoar defesas do mais diverso tipo, mas a eficácia total é dificilmente garantida e após cada ciberataque bem sucedido não parece fácil definir a totalidade das consequências, já que sendo aquelas tecnologias também usadas nas agressões, estas também evoluem e se sofisticam, mostrando a estatística um consistente aumento de incidentes de ano para ano.

Apesar de tudo, as tecnologias da informação são recentes e estão ainda na sua fase inicial de desenvolvimento (como serão daqui a 100 anos?), surgindo frequentemente, e por exemplo, novos equipamentos, métodos de desenvolvimento, algoritmos, sistemas de armazenamento e de comunicação, sempre mais rápidos, variados e poderosos, levando a que os sistemas em serviço se desactualizem com rapidez, o que origina necessidades de investimento permanente, implica a existência de profissionais com formação adequada, promove novos mercados, catalisa a “fome de dados” e a invenção de novos métodos para a sua “tortura”.

O valor dos dados tende a crescer não só porque aumentam de volume, mas também porque maior se torna a penetração no tecido social, reforçando-se a dependência das sociedades em relação às tecnologias da informação. Os dados serão alvos cada vez mais apetecíveis, levando a uma maior sofisticação das formas de ciberataque, num ciclo infindável do qual resultarão sempre elevados custos, destruição de património e perda de vidas. Neste quadro, não será destituído de razão pensar que quer os prejuízos do cibercrime quer a cibersegurança tenderão a aumentar de importância.

É precisamente com um foco neste contexto de interação em segurança, tanta quanto possível, de pessoas, processos e tecnologias, que o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) desenvolve a sua missão com o objetivo contribuir para uma utilização livre, confiável e segura do ciberespaço de interesse nacional.
Atuando como coordenador operacional e autoridade nacional em matéria de cibersegurança junto das entidades do Estado, operadores de infraestruturas críticas nacionais, operadores de serviços essenciais e prestadores de serviços digitais, o CNCS transporta também a sua ação para a sociedade em geral.
(Conforme o Centro Nacional de Cibersegurança, CNCS)

O risco, (aqui entendido como o produto entre a probabilidade de ocorrência de um evento e as suas consequências), tenderá certamente a aumentar, tornando a cibersegurança elemento crítico para evitar que o risco (“ciberrisco” ?) atinja níveis que possam ser uma barreira no caminho do desenvolvimento e do progresso sociais.

A cibersegurança é uma área complexa cuja utilidade depende de estreita colaboração envolvendo um leque de domínios não diferente dos que acima referimos e de uma sólida cooperação internacional e parece não estar capaz de atingir um nível de protecção adequado. Estamos convictos de que, dada a dependência das sociedades em relação às tecnologias da informação, virá a ser necessária a adopção de medidas de segurança de maior eficácia.
Em tempo: depois de já escrito o texto acima, a 30 de Janeiro veio a público o possível ataque informático aos serviços da Assembleia da República. Os assaltantes, que por sinal se identificaram como sendo os mesmos que atacaram o grupo Impresa, afirmam ter desviado  volumosa e diversa informação “sensível” e ter encontrado “sistemas tecnológicos antigos, sem manutenção“. Não há confirmação deste incidente, até ao momento de publicação, mas o site da Assembleia está inacessível para que sejam conduzidas as necessárias investigações: ou seja, nem mesmo é necessário praticar o acto, basta anunciá-lo para que se produzam danos.
Ao longo de Janeiro, a COVID19 confirmou as expectativas que há um mês temíamos, observando-se um crescimento da incidência nunca antes verificado desde o início da pandemia, a par com um aumento relativo do número de crianças contagiadas, tendo, felizmente, continuado a verificar-se uma carga sobre os serviços hospitalares de menor peso específico do que o observado há um ano, constatação no entanto prejudicada por dúvidas relativas à correcção dos dados publicados relativos aos doentes hospitalizados com a doença. Prevê-se que a incidência continue a superar os valores anteriores, esperando-se o início do decréscimo para meados deste mês, se acreditarmos em algumas previsões. Mantém-se válida a necessidade de observar prudência e não descurar a protecção individual.

Conforme previsto, a 30 tiveram lugar as eleições legislativas, após animado período de campanha eleitoral e alguma discussão para conciliar as regras em vigor que ditam o isolamento por causa da COVID19 com o direito dos eleitores ao voto. O acto eleitoral desenrolou-se sem contratempos, contabilizando-se cerca de 42% de abstenções.

Comemora-se em 2022 o centenário da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, concretizada por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, tendo o plano das iniciativas comemorativas, organizado pela Marinha e pela Força Aérea, sido apresentado a 11 de Janeiro, no Pavilhão das Galeotas do Museu de Marinha em cerimónia de abertura das comemorações.

Salientamos também, no Cazaquistão, logo no princípio de Janeiro, graves manifestações motivadas pelo agravamento do preço da energia, que evoluíram para autênticas batalhas, com edifícios e carros em chamas e extrema violência, chegando ao uso de armas de fogo pelas forças policiais, e um número de vítimas que atingiu 225 mortos  e mais de 4300 feridos (entre manifestantes e forças da ordem). E, na fronteira Leste da Ucrânia, foi-se agravando ao longo do mês um foco de preocupações pela concentração de forças militares russas em grande número, falando-se mesmo em preparativos para uma invasão do país a concretizar-se durante o mês de Fevereiro, o que motivou intensas actividades diplomáticas, esperando-se que venham a ter resultados consistentes e pacíficos.

Aí ficam alguns apontamentos do mês que terminou. Estamos já no segundo mês do ano, Fevereiro, o mais curto, o que, no entanto, não obsta a que haja quem nele tenha nascido. É com grande satisfação que daqui enviamos sinceros parabéns aos camaradas

04FEV (1944) Carlos Eduardo Vigoço Saldanha Carreira
13FEV (1945) Francisco José Morgado Castro e Silva
22FEV (1946) Augusto Manuel da Silva e Pinho

Recordamos também os camaradas já falecidos, Henrique Eugénio Claudino Morgado, Luís Gonçalves Marques Bilreiro, Luís Alberto Cristiano de Oliveira e Manuel Amândio Francisco Pina. E, vítimas da COVID19, o José Carlos Alves d’Almeida (falecido a 03FEV2021) e o Joaquim Francisco de Almada Paes de Villas-Boas (falecido a 15FEV2021).








sábado, janeiro 01, 2022

Aniversários de elementos do CR: Janeiro 2022

Precisamente no dia de Natal de 2021, um telescópio de nome "James Webb", o mais poderoso telescópio espacial jamais construído, foi lançado no espaço por um veículo "Ariane",  em direcção a um destino situado a 4 vezes a distância da Terra à Lua, cerca de um milhão e meio de quilómetros. Destina-se a recolher informação relativa à radiação originada pelas primeiras estrelas que surgiram no espaço, emitida aproximadamente há 14 mil milhões de anos, o que se espera que venha a permitir conhecer os segredos desse passado, e também a outras explorações, como aprofundar conhecimentos sobre objectos celestes menos conhecidos ou traços de vida extraterrestre.

Trata-se de um projecto iniciado há 25 anos, e a data inicial de lançamento foi em tempos estabelecida para 2007, depois obviamente revista, bem como o orçamento, inicialmente na casa dos 500 milhões de dólares, que foi revisto para um valor 20 vezes superior. No projecto cooperaram a NASA (National Aeronautics and Space Administration) dos Estados Unidos da América, a CSA (Canadian Space Agency), do Canadá e a ESA (European Space Agency), da União Europeia, o que mostra a capacidade do conhecimento humano não só nas áreas científica e tecnológica, mas também na gestão e coordenação de vastas equipas multidisciplinares, variados sectores económicos e múltiplas nacionalidades.

Por muito grande que seja a capacidade humana, permanece porém (permanecerá sempre?) uma incomensurável ignorância que atrairá a curiosidade, a necessidade de saber mais, de preencher hiatos de conhecimento, de ir mais longe, de explicar melhor o desconhecido. A História mostra-nos, ainda que a traço-ponto, esse passado, a partilha, desejada ou não, do resultado das explorações, de experiências planeadas ou fruto do inesperado: desde o seu aparecimento neste planeta, os humanos exploraram o seu habitat e foram-no descobrindo e usando, não só obtendo dele a energia necessária à eterna luta contra a ameaça do aumento entrópico ou na melhoria das condições de vida, mas também nele depositando os resíduos dessa luta (não existindo outro sítio elegível) no que, de resto, estão bem acompanhados por todos os outros seres vivos. Todos eles, seres vivos, poderão, a esta luz, ser considerados parasitas do nosso planeta ?

Desde que Galileu, no início do século XVII, apontou um telescópio para os céus, a exploração tomou uma nova dimensão, alargando-se para o espaço, para as estrelas, galáxias, planetas, satélites, etc, e o conhecimento humano expandiu-se para novas fronteiras. O telescópio foi - e é - uma ferramenta decisiva nessas novas descobertas, e ao longo dos últimos 4 séculos foi sendo desenvolvido, no afã de capturar a estreita faixa de radiação a que chamamos luz visível, mas também na busca de outros comprimentos de onda que contêm a informação procurada. As perturbações inerentes à prisão na superfície do planeta, que se evidenciaram barreiras ao conhecimento científico, levaram ao envio de telescópios para o espaço, com resultados que encorajam novas iniciativas. O telescópio "James Webb" é um deles, mas qualitativamente diferente, não só pela tecnologia que incorpora ou pela dimensão que exibe, mas pela posição que ocupará no sistema solar e sobretudo pela extraordinária missão que procura cumprir: nada mais nada menos do que descobrir a origem do universo, ou - vá lá - pelo menos dar mais alguns passos com esse objectivo. É na capacidade de captura da radiação infra-vermelha de que é dotado que se confia para ser possível “escutar” as mensagens das estrelas primordiais e “andar para trás no tempo”.

Este lançamento nada mais é que um passo, se bem que decisivo, na busca dessa extraordinária descoberta. O sucesso dependerá ainda da capacidade de ultrapassar 344 momentos de risco, velho companheiro de todas as explorações dos humanos, e provavelmente ainda outros, que, ocultos sob o manto da ignorância do explorador, terão de ser descobertos. Esperamos “apenas” que os ultrapasse.

Em Dezembro a COVID19 continuou a sua trajectória mantendo-se a estatística que contabiliza a incidência numa fase de tal forma ascendente que no fim do mês atingiu valores superiores a qualquer outro momento, e revelando uma tendência preocupante para continuar durante este mês de Janeiro. A vacinação de crianças, os reforços de vacinação previstos e as medidas impostas já dentro do período em que se tinham formulados planos familiares para a época festiva, nomeadamente obrigações relacionadas com a comprovação de vacinação e testes de curta validade, provocaram não só dúvidas e hesitação, mas também reformulação dos mencionados planos. A vacinação, em alguns círculos tão contestada, parece ter sido de grande utilidade, dado que apesar do crescimento da incidência, a carga sobre os serviços hospitalares tem-se mostrado com menor peso específico do que o observado no ano passado, o mesmo se podendo dizer, felizmente, quanto ao número de óbitos. É previsível, como já referimos, que durante este mês a incidência continue a crescer, pelo que lembramos a necessidade de observar prudência e recomendar o não esquecimento da protecção individual.

A 27DEZ tomou posse do cargo  de Chefe do Estado Maior da Armada o Alm Gouveia e Melo, substituindo o Alm Mendes Calado. Recorde-se que a primeira indicação da intenção de proceder a esta modificação teve lugar há cerca de 3 meses, mas não encontrou na altura acordo junto do Presidente da República, no exercício da sua função de Comandante Supremo das Forças Armadas, devido a equívocos. Desejamos ao novo CEMA o maior sucesso no desempenho das suas funções.

Entrámos portanto no novo ano, MMXXII , em pleno Inverno, encontrando-nos face ao velho mês de Janeiro, que deve o nome ao deus da mitologia romana Janus, e que, com duas faces, olha simultaneamente para o passado e para o futuro, transição que parece reduzir o presente a uma insignificância desprezável . É altura de formular votos de Bom Ano a todos vós, e em particular, neste mês, endereçar os parabéns aos dois camaradas que durante o seu decurso celebrarão os respectivos aniversários:

07JAN (1945) Aristides da Costa e Silva
21JAN (1944) José Maria Rodrigues Rica

A ambos um abraço de parabéns.

Recordamos também o António Júlio Monsanto de Campos, nascido a 31JAN45 e falecido a 18DEZ2017 e o Alexandre José dos Santos, nascido a 16JAN1945, que julgamos já falecido, mas cujo registo não consta no Arquivo de Identificação.

terça-feira, dezembro 14, 2021

O Natal, 2021

Eis, de novo connosco, o Natal.

Por entre as azáfamas do dia a dia, para cada um diferentes, um período que desejamos que decorra para todos envolto em felicidade e no calor familiar.

E que o Ano Novo, que já não tardará muito, decorra em paz e harmonia.


Bom Natal
Feliz Ano Novo


quinta-feira, dezembro 02, 2021

Convívio do Natal 2021 cancelado

Embora tivesse sido indicada a abertura de inscrições para o almoço de convívio familiar do Natal, que se previa para o dia 21DEZ, somos agora obrigados a dar por cancelada a iniciativa.

De facto, e de acordo com o que então já preveníamos, a evolução da COVID19 exigiu uma prudente e cuidadosa ponderação da situação, que levou à decisão do cancelamento, embora com profundo lamento.

Logo que seja possível reataremos os convívios, esperando, naturalmente, uma rápida melhoria da situação.


quarta-feira, dezembro 01, 2021

Aniversários de elementos do CR: Dezembro 2021

Novembro foi dominado pela COVID19, verificando-se um aumento consistente da incidência ao longo do mês, fazendo temer um forte agravamento da situação no país, muito embora a taxa de vacinação elevada forneça uma poderosa barreira contra a disseminação da doença. Não sendo a vacina um escudo perfeito na defesa individual contra a doença, não sendo conhecido, com rigor, o período de defesa que garante, tendo surgido novas variantes que se teme que possam acrescentar o risco de contágio, aproximando-se o Inverno e as festividades do Natal e Ano Novo passos largos, não é de admirar o regresso da situação de calamidade e o agravamento de medidas diversas, que para muitos são manifestos exageros, para outros são incompreensíveis e ainda para outros são completamente desnecessárias. Salientamos aqui o programa de reforço da vacinação dirigido às pessoas consideradas mais vulneráveis e não queremos deixar de lembrar a importância da prudência e da protecção individual, já que nada permite concluir que a situação não venha a agravar-se nas semanas mais próximas.

Na sequência da rejeição da proposta do governo para o Orçamento do Estado para 2022, o Presidente da República dissolveu a Assembleia da República a 26, tendo marcado novas eleições para 30 de Janeiro de 2022, data que referiu ser a melhor solução para esclarecimento dos portugueses, tendo em conta os vários factores que é necessário considerar.

No dia 5 realizou-se na Escola Naval, presidida pelo Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, a tradicional sessão solene de abertura do ano lectivo, que contou com a presença do Chefe do Estado Maior da Armada.

No dia 6, sete elementos da guarnição do D. Carlos I, em missão em Cabo Verde, sofreram um acidente quando, de licença, se deslocavam numa viatura na Ilha de S. Antão, a caminho do Tarrafal de Monte Trigo, do qual resultaram ferimentos.

A 8, uma extensa operação lançada pela Polícia Judiciária, referida como a maior do ano corrente, envolvendo militares ou ex-militares portugueses, tomou de surpresa a comunicação social. A operação, que posteriormente se viria a saber já decorrer há cerca de um ano, mas mantida sob segredo de justiça, recebeu a designação de “Miríade” e teve por motivação suspeitas de tráfico de diamantes, ouro e droga que seriam transportados da República Centro Africana para Portugal em aviões militares. Também em investigação, noticiava a comunicação social, estava um alegado esquema de branqueamento de capitais, estendendo-se o negócio ilícito a outros países, o que pode indiciar uma muito mais vasta e envolvida rede ilegal do que o inicialmente admitido.

Como damos conta com mais detalhe em outro artigo, a 25 teve lugar mais uma confraternização deste curso.

E de Dezembro, agora inaugurado, que sabemos? Pouco, já que a nossa bola de cristal anda perdida em local incerto há uma boa porção de anos. Podemos sempre dizer que é o último mês do ano, que inevitavelmente terá lugar o Natal, ainda que provavelmente cercado pela pandemia, e que já temos contacto visual com 2022.

Mas o que nos interessa é que neste Dezembro do ano da graça de 2021 celebrarão o aniversário os seguintes camaradas:

02DEZ (1943) Paulo Guilherme Marques Reynaud da Silva
03DEZ (1943) Gonçalo de Jesus Guerreiro Cordes Valente
04DEZ (1943) Alexandre Cabral de Noronha e Menezes
07DEZ (1944) Fernando Alberto dos Santos Lourenço
19DEZ (1943) Amadeu Cardoso Anaia
19DEZ (1944) Manuel Aníbal Coelho Rebelo Marques
25DEZ (1946) Henrique Alexandre Machado da Silva da Fonseca

A todos, um grande abraço de parabéns!

Não podemos também deixar de lembrar, com saudade, o Rocha da Silva, nascido a 02DEZ1944.

domingo, novembro 28, 2021

Convívio do Curso: Novembro de 2021


 Foi no dia 25 de novembro que se realizou mais um almoço/convívio, no já muito conhecido restaurante " Mar e Grelha", evento que documentamos através das fotografias ao lado.
 
A ementa constou de um cozido à portuguesa, apropriado à época fria que atravessamos e que como das outras vezes estava excelente, graças aos bons ofícios do Pinho.
 
Como sempre, o ambiente foi muito agradável e descontraído, sendo de realçar a presença  do Zé Viegas que foi acompanhado pelo filho Guilherme.
 
Participaram no evento 14 CR mais um acompanhante a saber: R. Duarte, C. Anaia, A. Fidalgo,
Caldeira Santos, S. Pinho, V. Cunha, Reynaud da Silva, S. Henriques, A. Fonseca, V. Carrasco, M. Cortes, A. Viegas, Costa e Silva e C. Roque.
 
O próximo convívio será o "Almoço familiar de Natal" no CMN no dia 21 de dezembro, para o qual já estão abertas as inscrições, se o Covid o permitir.
 
Nota: para melhorar a resolução gráfica, clicar nas fotografias.
 
 

quinta-feira, novembro 04, 2021

CRs em Actividade Marítima

 

Chegou ao nosso conhecimento que alguns elementos do Curso mantêm com regularidade actividades relacionadas com a sua longa vida naval, como se comprova pela fotografia.

De notar a presença no meio aquático de muitas sereias à sua volta, o que poderá fazer pensar que a salutar actividade marítima, tão procurada pelos referidos elementos, se deve sobretudo à proximidade de tão vistosas beldades.

Alguém será capaz de identificar o(s) participante(s) nesta animada acção naval?

segunda-feira, novembro 01, 2021

Aniversários de elementos do CR: Novembro 2021

O mês que findou foi dominado pela discussão do Orçamento do Estado 2022, cuja proposta, entregue a 11 pelo Governo à Assembleia da República, motivou um imediato e anormal volume de reacções negativas, que abrangeu todos os partidos com representação parlamentar incluindo os que habitualmente suportavam o Governo, que faziam depender a aprovação da inclusão de diversas medidas que consideravam obrigatórias.

Sendo a proposta apresentada, supostamente, o resultado de afinações e negociações desde Maio, a dimensão da reacção não deixou de surpreender quem se interessa pelo assunto, tanto mais que o próprio Presidente da República anunciou e confirmou uma “linha vermelha”, necessariamente a traço grosso, desembainhando a espada, pronto a cortar o nó górdio que via na ameaça de rejeição do orçamento, fazendo saber que a sua não aprovação implicaria eleições antecipadas. Acabou assim por influenciar a discussão parlamentar, e talvez mesmo por fornecer um atractivo objectivo a quem pretendesse provocar eleições, e, de certo modo, por delegar na Assembleia da República o poder da sua própria dissolução. Após um período de intensas negociações, diversas declarações, previsões e análises, concluído pela discussão em plenário, a Assembleia da República rejeitou a proposta do Governo a 27 de Outubro.

Até meados do mês a pandemia continuou a fazer vítimas, embora a incidência se tenha mantido em valores relativamente baixos, mas para o fim do mês parece ser detectável uma tendência crescente que impede o optimismo, sobretudo se contraposta com o aproximar do inverno, da situação em países com maior contacto com Portugal e das festividades do Natal, fazendo lembrar a situação do ano passado. Por isso reforçamos o desejo de que não esqueçam a prudência e respeitem e as medidas de prevenção.

Na Escola de Fuzileiros, a 15,  teve lugar o Juramento de Bandeira de mais um curso que concluiu a formação básica de praças que prosseguirá com vista à integração na Classe de Fuzileiros, e no dia 22 na Escola Naval, realizou-se a cerimónia de Compromisso de Honra dos cadetes admitidos este ano, do curso “Capitão-de-mar-e-guerra Saturnino Monteiro”.

O Dia do Exército foi comemorado a 24 de Outubro, em Aveiro, após o mandato do Chefe do Estado Maior do Exército ter sido renovado. Durante as comemorações, com a presença do Ministro da Defesa Nacional e do Chefe do Estado Maior do Exército, antigos paraquedistas manifestaram-se em protesto contra as directivas que inviabilizaram a forma pela qual o Corpo de Tropas Paraquedistas costuma desfilar, bem como contra certas disposições do Regulamento de Uniformes, invocando descaracterização das tradições e motivando uma intervenção posterior do Presidente da República, assegurando a não existência de qualquer proibição, mas apenas medidas tomadas por “questões sanitárias”.

A 18 de Outubro, o NVe Cisne Branco, da Marinha do Brasil, colidiu com uma ponte pedonal enquanto manobrava nas águas do rio Guaya, em Guayaquil, Equador, arrastado pela forte corrente, tendo sofrido danos de pequena monta, sobretudo na mastreação. Embora um dos rebocadores que assistia à manobra se tenha virado, felizmente não se registaram vítimas.

Destacamos igualmente, pelo mundo fora, importantes perturbações no comércio internacional, com aumento do preço da energia, das matérias primas, escassez de bens, atravancamento de terminais marítimos, dificuldades de transporte de cargas e outros problemas que acabam por afectar a produção, influenciar as economias e a sociedade em geral, causadas pela eclosão da pandemia e que ameaçam as tentativas de retomar a actividade anterior e a muito falada “recuperação”, não sendo, naturalmente, o nosso país excepção.

E, quase no fim do mês, a 26, realizou-se mais um almoço de confraternização deste curso, no Clube Militar Naval, de que damos conta, com maior pormenor, noutro local.

Chegados a Novembro, penúltimo mês do ano, de onde já se avista à vista desarmada, o fim do ano, mostra-nos o calendário que se celebrarão os aniversários dos elementos do CR

12NOV (1944) JORGE AUGUSTO PIRES
14NOV (1945) ARMÉNIO CARVALHO CARLOS FIDALGO
27NOV (1945) ÁLVARO AMADO BORDALO VENTURA

Daqui lhes enviamos abraços de parabéns.

Lembramos igualmente o Correia Graça, falecido em 5Nov2010, o Ferreira Neto, falecido em 14Nov2014 e o Rodrigues Maurício, nascido em 29Nov1943 e falecido a 21Nov1994.


sábado, outubro 30, 2021

Encontros do CR: OUT2021

Realizou-se no Clube Militar Naval, em 26 de Outubro, mais um encontro de confraternização do CR, que marcou o regresso ao nosso clube após um longo período de um ano e oito meses de afastamento.

Simples almoço, mas concebido em torno da sólida e comprovada base do Bacalhau à Brás, típico da nossa Marinha e sempre muito apreciado, reuniu 15 elementos do curso os quais, oportunamente, enalteceram a confecção do prato e lavraram junto do cozinheiro um - por todos considerado justo - auto de parabéns.

Segundo a nossa fonte, que pretende manter-se anónima, em ambiente descontraído - típico do CR - foi ainda apresentada uma projecção de fotografias temáticas focando a viagem do curso ao Brasil e o passeio ao Alqueva de Maio de 2019, conduzida pelo Possidónio Roberto, a quem se devem também as respectivas  produção, direcção e montagem, tendo sido muito apreciada.

Participaram no encontro R. Duarte, C. Anaia, A. Fidalgo, B. Moreno, Caldeira Santos, S. Pinho, V. Cunha, F. Carvalho, Reynaud da Silva, S. Henriques, Marques de Sá, A. Fonseca, P. Roberto, C. Saldanha e R. Leite, tendo a generalidade dos convivas louvado a organização do evento, em geral considerado um sucesso, que se deve ao Fidalgo.

Vários dos participantes manifestaram o desejo de retoma dos convívios regulares, interrompidos por virtude da pandemia, e nessa linha estamos em condições de informar estar previsto o próximo convívio para os finais de Novembro, no Restaurante “Mar e Grelha”, em data a indicar oportunamente.

sexta-feira, outubro 01, 2021

Reencontro CR

 Depois deste longo período de afastamento devido à pandemia, finalmente o Curso CR teve a oportunidade de se juntar em mais um dos seus habituais almoços de convívio, que ocorreu numa esplanada do já conhecido restaurante Mar e Grelha, a sul do Tejo.

A vontade de darmos um forte abraço uns aos outros motivou a maciça presença de vinte Cr’s no almoço, número de participantes acima do que é habitual nos nossos convívios mensais, tendo todos com apetite saboreado esta última sardinhada da época e os vinhos que a acompanharam,  criteriosamente seleccionados pelos mais entendidos na matéria.

Durante o almoço, todos sentimos nos nossos pensamentos a presença dos camaradas Villas-Boas e Alves de Almeida, participantes habituais nestes almoços, e que partiram prematuramente no início do ano, vítimas do Covid. 

Recordando o seu convívio entre nós, a melhor homenagem que lhes podemos fazer é manter bem viva a participação de todos os elementos do curso CR neste Blog, de que o Villas-Boas foi iniciador e grande dinamizador durante mais de dezasseis anos.